Kleina destaca: “Não vamos comemorar empate, mas temos que valorizar o ponto conquistado no Paraná: guerreamos, tivemos outro espírito e temos tudo para encaixar e crescer”

 

Foto:PontePress/ÁlvaroJr

Um jogo com um primeiro tempo melhor da Macaca, dois pênaltis não-anotados a favor da Ponte e um gol aos 47 minutos garantindo o empate. Para o técnico Gilson Kleina, o placar em si não é razão para comemoração, mas a atitude do time é e, neste contexto, o ponto conquistado contra o Paraná ontem tem seu valor

“O mais importante foi o comportamento, tivemos um espírito bem diferente, na minha gestão foi o primeiro jogo em que não abdicamos de joga em nenhum momento, não vivemos de bola longa e transição. Não vamos comemorar empate porque a Ponte é grande e tem que  pensar alto, temos que engrenar a sequência de vitórias para o acesso. Mas precisamos valorizar esse ponto, até porque a equipe que está ajustando, tem jogadores estreando”, diz.

Kleina completa o pensamento: “Esse ponto é importante porque nos traz muita confiança para conquistar nosso objetivo. Não podemos mais perder pontos e espero que tenhamos competência e tranqüilidade no Moisés Luucarelli contra o Cuiabá neste sábado. Pegaremos equipe perigosa, que está na nossa frente, mas dentro de nossa casa precisamos vencer com o apoio do torcedor, que inclusive ontem jogou junto com a gente fora de casa.”

O treinador faz uma avaliação da partida. “A equipe ficou mais qualificada nos setores que começamos a trabalhar e que tivemos boas estréias do  Vico, Lucas Mineiro, do  Cajá, que nem digo que fez estréia de tão identificado que é com a Ponte, e isso qualificou muito. No primeiro tempo começamos com dificuldade de encaixe de marcação do lado direito, o que gerou duas cabeçadas perigosíssimas do adversário. Corrigimos isso e furamos o ímpeto do Paraná, colocamos a bola no chão e o jogo franco no primeiro tempo”, analisa.

Então, continua Kleina, veio o lance polêmico. “Tivemos um grande momento no pênalti, que não foi dado. Falei pro juiz que quando enfrentamos o Vila Nova deram pênalti para eles na mesma situação e o quarto árbitro citou que a falta começou fora da área e terminou dentro, como ontem em Curitiba , e deu o pênalti.  Então tinha que ser pênalti pra gente também, foram critérios diferentes em um mesmo tipo de lance”, acredita.

Já no segundo tempo, Kleina também viu algumas fragilidades da equipe, mas destaca a importância do mesmo espírito lutador, de não desistir até o final, que acabou garantindo o empate. “No gol que tomamos, subimos marcação e não fizemos bem a cobertura. Ou seja, tomamos gol em jogada forte do Paraná, que já conhecíamos. Mas a equipe guerreou, buscou e foi merecedora desse empate, e tem tudo pra crescer. Vamos trabalhar para poder dar liga e os jogadores manterem esse comportamento, que será fundamental pra gente subir na tabela”, finaliza.

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