Feliz 71 anos, Majestoso: estádio que já tem um dos melhores gramado s da série B – com irrigação via wifi – vai ganhar pintura “com faixa” nas paredes externas, nova drenagem e nomes dos torcedores nas vitalícias

 

Foto:PontePress

O Majestoso comemora 71 anos nesta quinta (12) em plena forma!  Toda a documentação está em dia (há tempos não há nenhum problema neste sentido no estádio), a infraestrutura é a melhor possível e o gramado considerado um dos melhores da série B. Mas se é dia de aniversário, nada melhor do que ganhar presentes e o estádio Moisés Lucarelli vai ganhar presente. Para começo de conversa, um retrofit no entorno, como conta o diretor de patrimônio Márcio Pagano.

“Recentemente, no dérbi, pintamos toda a fachada. Agora, serão pintados todos os muros externos do estádio, e pintados de uma maneira a marcar a identidade do clube: pretos em baixo, com uma faixa branca no meio e no restante da parte de cima de preto também. Ou seja, assim como a faixa na camisa, teremos uma faixa nas paredes externas, ainda que horizontal”, conta o dirigente.

 Também haverá novidades dentro do estádio, mais especificamente nas cadeiras vitalícias e no gramado. “Iremos colocar os nomes dos proprietários das cadeiras vitalícias em cada uma delas. Mis do que uma forma de identificar a quem pertencem, é até uma homenagem ao torcedor. Além disso, vamos refazer uma parte da drenagem que não está ideal, inclusive o pessoal da Confederação Brasileira veio aqui ver e consolidou nossa impressão. Então em breve melhoraremos isso”.

Por sinal, o gramado do Moisés anda sendo elogiado em prosa e verso como um dos melhores, senão o melhor, do Brasileiro da série B. Realmente, a qualidade salta aos olhos e Pagano tem uma explicação inovadora para isso. “Hoje controlamos toda a irrigação via wifi com celular. Basta um toque para iniciar a irrigação em um dia que amanheceu mais seco que o esperado ou para desligar se começou a chover inesperadamente num momento em que o estádio está fechado, por exemplo. Então na prática hoje gastamos a mesma quantidade de água de antes, mas fazemos a irrigação com mais qualidade, dividida em momentos mais adequados e sem desperdício. No CT o processo é o mesmo”, conta Pagano.

“O Majestoso é parte de nossa história e, mais que isso, é nossa casa, por isso precisamos sempre investir nele e valorizá-lo”, enfatiza o presidente José Armando Abdalla. E vale lembrar que em homenagem à data, a Ponte entra em campo nesta noite com a Camisa 3 contendo um selo especial do aniversário. Como se vê, aos 71 anos o Majestoso continua firme, forte e com muitas boas novidades!

História

Único do Brasil que foi construído pela torcida,  o Moisés Lucarelli  completa neste dia 12 de setembro setenta e um anos anos de funcionamento. Sim, funcionamento, pois a casa da Associação Atlética Ponte Preta foi inaugurada oficialmente em 12 de setembro de 1948. A história, porém, começou antes disso, quando os amigos Olímpio Dias Porto, José Cantúsio e Moyses Lucarelli (a grafia da época era com y e não com i) reuniram dinheiro para comprar um terreno onde sonhavam construir um grande estádio para seu time.

A obra foi erguida na antiga chácara Maranhão, no bairro Ponte Preta. No local existia apenas uma casinha simples, localizada exatamente onde foi determinado o centro do gramado. O material de construção foi conseguido junto a amigos, empresários (uma curiosidade: apesar de amplamente difundida, a história de que a maioria destes empresários era paulistana não passa de uma lenda) e da famosa “Campanha do Tijolo”, que teve início após a terraplanagem.

A campanha movimentou Campinas por quatro anos: durante a semana os caminhões da Companhia Vieira estacionavam na rua Barão de Jaguará para receber doações de material e nos finais de semana a torcida – e até jogadores, como Bruninho – trabalhava em mutirão na construção do estádio.

A Pedra Fundamental do estádio foi lançada em 13 de agosto de 1944. Os engenheiros responsáveis pelo projeto foram Alberto Jordano Ribeiro, Eduardo Badaró e Mário Ferraris.No dia 7 de setembro de 1948 foi realizada a inauguração parcial do Majestoso em missa campal, e, no dia 12 de setembro, a inauguração oficial do Estádio que recebeu o nome do patrono Moisés Lucarelli.

Por sinal, Lucarelli era modesto e não queria ver seu nome no estádio: a diretoria aproveitou uma viagem do patrono à Argentina para colocar o nome dele, grafado com “i” em vez de “y”, na fachada do Estádio – hoje tombada pelo Patrimônio Público (em 16 de junho de 2011, o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas -Condepacc aprovou o tombamento do bloco da fachada entre as torres do Majestoso, decisão apoiada e aplaudida pela Ponte Preta)..

O apelido do estádio foi dado pelo jornalista Fernando Pannattoni. Na década de 40, quando a obra foi iniciada, Campinas tinha 140 mil habitantes e o estádio previa um local para abrigar 30 mil. A ousadia do projeto levou o jornalista, que publicava a sessão “Campinas Esportiva” no jornal Gazeta Esportiva, a se referir ao estádio como um empreendimento “majestoso”.

Foi ali, nas arquibancadas do Majestoso, que a torcida pontepretana viveu grandes conquistas, comemorou inúmeras vitórias em dérbis, apoiou o time quando ele mais precisou. Nos hoje remotos anos 70, as arquibancadas do estádio chegaram a abrigar mais de 33 mil pessoas em uma partida contra o Santos, em um espaço onde hoje são permitidos 19,2 mil. Parabéns, Majestoso, feliz aniversário!

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