Para Kleina, vitória que interrompeu dez jogos de invencibilidade do Coritiba é o início de uma trajetória: “Mas para isso temos que manter os pés no chão, é um tijolinho de cada vez para ter êxito”

Foto: PontePress/ÁlvaroJr

A vitória contra o Coritiba foi fundamental para as pretensões da Ponte Preta. Além de ter sido conquistada contra o vice-líder da competição, interrompendo uma sequência invicta de dez jogos do Coritiba, ela trouxe moral e manteve a Macaca no páreo, na sétima posição com 30 pontos, dois abaixo do G4. Para o técnico Gilson Kleina, o resultado foi um bom começo, que precisa ter sequência na noite de terça (3) contra o Criciúma.

“Foi uma vitória para iniciar a trajetória. Pegamos equipe organizadíssima,que estava há dez jogos sem perder e fazendo grandes partidas, então temos que salientar e enaltecer o grupo, fizemos um grande resultado. Mas temos que manter os pés no chão, um tijolinho de cada vez para ter êxito, com todo mundo se entregando e com vontade de vencer contra o Criciúma e em todos os outros jogos”, diz Kleina.

O treinador conclui o raciocínio: “Quando conversei com o elenco pela primeira vez falei que chegaríamos para 19 decisões e essa foi a primeira, e é importante isso, o espírito de decisão entrou em campo . Tecnicamente mudamos um pouco o comportamento de marcação e organização ofensiva, e era necessária fazer a vitória para resgatar nossa força do Moisés, demonstrar através de ação e atitude nosso afinco para vencer.”

É esse mesmo afinco que GK quer ver em campo no próximo jogo, fora de casa, para o qual não poderá contar com Marquinhos – suspenso pelo terceiro cartão – nem com Ivan, que se apresenta na Seleção Brasileira de Tite e será substituído por Ygor Vinhas. “O Criciúma é uma equipe técnica, que vem jogando baseada no jeito que a gente armou lá, vamos ver como armamos para vencer”, diz o treinador alvinegro, lembrando que neste ano comandou a equipe adversária.

Sobre a partida de ontem em si,  Kleina pondera. “O principal é que mostramos que temos condições de sermos fortes. Se conseguirmos fazer no segundo turno aqui o Majestoso forte e buscar pontos fora, é o que precisamos para entrar no G4 e subir. No jogo de ontem houve momentos em que oscilamos, foi nítido que confiança não estava aflorada até o momento do gol, o que é normal pois vínhamos de resultados ruins e jogamos com um postulante ao acesso, uma equipe com padrão de jogo, um treinador com oito, nove meses de trabalho. Sofremos um pouco, em especial no segundo tempo, mas conseguimos neutralizar e vencer.”

A expectativa do comandante pontepretano agora é conquistar mais três pontos na noite de terça, uma tarefa que é difícil, mas que ele acredita ser possível. “Vamos tentar ajustar um pouco, apesar do tempo escasso. Creio que ontem o torcedor saiu do estádio feliz pelo espírito de luta aguerrida e a vitória, e é este espírito que queremos manter nos próximos jogos, para voltarmos a vencer.”

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