Gilson Kleina assume comando e compromisso com a Macaca: “Trabalharemos com seriedade, energia e vontade de fazer melhor, para repetir o feito do passado, mas desta vez com um final feliz”

Foto:PontePress/LuizGuilhermeMartins

A expressão “sua fama o precede” poderia até mesmo ser utilizada na (re) apresentação do técnico Gilson Kleina no Majestoso, na tarde desta quarta. Mas, no caso do “galã” – ou “bruxo”, expressões popularizadas por ele nas passagens anteriores no comando alvinegro – o que precede é o trabalho e a história com o time. Na mais recente, no ano passado, Kleina comandou uma campanha fantástica de nove jogos com sete vitórias e dois empates, que só não garantiu o acesso devido a critérios de desempate com outra equipe que tinha o mesmo número de pontos e ficou no quarto lugar. Por isso mesmo, a expectativa para o ciclo que acaba de se iniciar é das melhores.

“Agradeço à diretoria pela minha vinda e vamos iniciar um trabalho com seriedade, energia e vontade de fazer melhor, colocar esse sentimento pro vestiário para execução dos atletas, para que possam fazer grandes jogos e os resultados virem. A Ponte é um grande time, uma torcida maravilhosa que conhecemos e entendemos e com q a qual podemos ter uma química, jogar bem e repetir o feito do ao passado, mas que desta vez com um final feliz, um final de acesso”, afirma.

O treinador conta que, como todo profissional da área, acompanha jogos de todos os times e tem observado o desempenho da Ponte. Por isso, já destaca qual é a meta inicial. “Temos que buscar a regularidade, é o que vai fazer chegar no patamar de cima. Podemos ver isso no Bragantino, que mantém regularidade e pontuação, e foi o que aconteceu conosco no ano passado, porém faltou um jogo para coroar um trabalho magnífico, diz Kleina, que faz uma análise prévia o porquê das oscilações.

“É comum no Brasil e na série B em especial. Muitas vezes você tem elenco e não tem reposição com a mesma experiência, tem jogadores jovens que muitas vezes teriam que ter tempo para mostrar futebol e ter ritmo para a série B e não têm. Então há ocasiões em que o futebol fica um pouco aquém e tem uma queda, há oscilações em momentos cruciais. Aí vem a pressão e ao mesmo tempo em que tem atletas tarimbados que sabem reagir, outros não conseguem lidar com isso e não conseguem ter desempenho pra  ter melhor resultado.”

Para dar, então, a regularidade necessária à equipe, GK quer, em primeiro lugar, “minuciar” o time, conhecer melhor as características e personalidades de todos os jogadores. “Vou ser sincero, ainda não conheço esses jogadores, a origem, se joga mais centralizado, mais atrás. Vou fazer esse trabalho com a comissão, trabalho de avaliação, de adaptações das variações. Eu tento trabalhar para recuperar o potencial do atleta. Mas se ao mesmo tempo tiver que tirar o atleta para ele treinar um pouco mais e voltar melhor, também faz parte do processo”, diz o treinador, que retornou ao Majestoso com o auxiliar Juninho e o preparador físico Fabiano Xhá.

Ele acrescenta: “Temos que tomar as atitudes, que fazem parte do nosso trabalho, para definir o time. Futebol é ponto de vista. Na minha análise tivemos grandes chances de sair na frente noo jogo passado e tomamos gol de bola parada. Então esses ajustes têm que acontecer e vamos buscar um sentimento e mentalidade vencedora dentro do vestiário, e espero que  possamos colocar isso dentro de campo.”

Ainda falando sobre a competição, Kleina finaliza: “Claro que minha responsabilidade aumenta em virtude do que fizemos no ano passado, poucas equipes fazem isso, vai ficar na história. Mas não posso trazer esses números para o momento atual, tenho que viver um jogo de cada vez. A primeira decisão passa a ser sábado Ao mesmo tempo que a Série B te dá quatro títulos, também te deixa fora. Estamos a quatro pontos do G-4, vamos pegar uma equipe que é postulante a subir, mas aqui dentro temos que criar identidade, sabendo que a Ponte é forte aqui dentro e temos condições de resgatar isso.”

Passado

Questionado sobre porque não ocorreu a renovação com a Macaca no ano passado, após o sucesso no Brasileiro, Kleina explica. “O presidente sempre foi autêntico comigo. Não houve pedido de afastamento nem demissão, simplesmente acabou o contrato e a CBF estava exigindo meu curso pra tirar licenças, também aproveitei para fazer checkup obrigatório que treinador tem que fazer. E o presidente trabalhou no plano B porque tinha que ser daquela forma, mas nunca houve nenhum agravo, sempre me deram satisfação. Sempre houve transparência, nunca houve má fé de nenhuma parte”, pontua.

Kleina também fala sobre o suposto convite para comandar a equipe adversária em Campinas. “Aconteceu uma consulta, sou um profissional e estava livre no mercado. Mas a gente tem uma história e um legado na Ponte. Minha história não começou nos nove jogos do ano passado, começou em 2010, no acesso em 2011, quando saímos daqui deixamos a Ponte em sétimo no Brasileiro, depois teve um vice paulista, a campanha do ano passado. Respeito todos os times, mas estou onde quero estar.”

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