Jorginho comemora vitória no dérbi, agradece o torcedor e ressalta: “Não pára aqui, foi minha segunda vitória contra o adversário, mas nosso foco principal é subir”

Foto:PontePress/ÁlvaroJr

Vencer um dérbi, mantendo uma invencibilidade de dez anos no Majestoso e sete no clássico, é muito bom. Por isso mesmo, o técnico Jorginho – que chega ao segundo dérbi vitorioso como treinador da Macaca  – ficou muito satisfeito com o placar deste domingo. Contudo, destaca o comandante alvinegro, por mais saborosos que sejam os três pontos conquistados ontem, a Macaca ainda precisa conquistar muitas outras vitórias para conquistar a meta maior deste ano: o acesso à série A.

“Eu acho que nós jogamos para ganhar o Dérbi, foi um jogo eficiente. A equipe não fez uma grande partida, mas fomos eficientes, jogamos com muita atenção, nenhum jogador deu as costas para a bola, fomos merecedores da vitória. A equipe estava o tempo todo organizada. Já começou na oração antes do jogo, a gente viu claramente nos olhos deles que a gente ia vencer esse jogo, o quanto eles estavam comprometidos com essa vitória, sabiam que seria uma reviravolta na tabela”, diz.

 Jorginho já complementa:  “Mas não pára aqui, esta é apenas uma etapa que vencemos, é a minha segunda vitória contra nosso maior adversário.  Não saí vibrando, pois sei o quanto é importante o jogo contra o Figueirense, quero que todos mantenham o foco:  vamos lutar, sabemos o quanto é dificíl jogar na casa deles, mas vamos buscar mais uma vitória. Tenho uma equipe completamente comprometida com nosso foco principal, que é em novembro.”

Na opinião do técnico, vencer o dérbi pode ser o combustível para emendar uma nova boa sequência como a que o time teve antes da parada da Copa América, de nove jogos de invencibilidade – com o clássico, a Ponte abriu os primeiros dois. “Eu acho que podemos e devemos pegar esse momento, essa vitória, como alavanca para nos concentrar nestes próximos jogos. São quatro que faltam para o término do primeiro turno, em que a gente pode se aproximar muito do primeiro colocado.  Há outras equipes muito organizadas, mas elas também vão oscilar”, diz.

Opor falar em oscilação, o treinador destaca que no jogo d e ontem a Macaca conseguiu manter o equilíbrio entre os dois tempos de jogo. “A equipe não oscilou durante o jogo, a gente teve momentos em que foi atacado, em que o adversário precisava se expor mais, dando oportunidade de contra-ataque. Mas fomos uma equipe sólida durante todo o jogo, o que eu não pude ver durante todo o campeonato. Contra o Guarani conseguimos fazer isso e é fundamental que nos mantenhamos assim”, enfatiza.

Jogadores

O treinador analisa que a equipe inteira jogou muito bem no dérbi, mas elenca alguns destaques importantes no jogo. Ponteepretano de coração e nascido em Campinas, Roger, por exemplo, foi fundamental na motivação do time. “É muito importante, ele consegue passar toda essa emoção, motivação, concentração, para todos os outros jogadores. Ele é um cara contagiante. Ele me contagia, imagina então os jogadores que veem nele um ídolo.”

Marquinhos e Matheus Vargas, respectivamente o autor do passe para o gol e do próprio gol alvinegro, também receberam elogios; “O Marquinhos, pra mim, fez uma grande partida, junto com o Matheus Vargas. O Marquinhos é muito inteligente, tenho dado liberdade para ele cair pelos dois lados e o Vargas é extremamente importante para a Ponte, deu para todo mundo ver o quanto ele é decisivo. É um meia diferente, não é clássico e sim de muita força, mas tem um bom passe, consegue fazer essa transição defensiva para ofensiva muito rápido”, avalia.

Jorginho amplia a análise: “Vejo o Camilo como um dos destaques desta equipe, ele aparece muito para a torcida, junto com o Magrão é o maior roubador de bola do time. Ele consegue fazer a direita como ninguém, em alguns momentos pela velocidade, encaixa bolas em profundidade, coisa que o Diego Renan não vai fazer: é um jogador mais técnico, vai buscar até o fundo, mas vai cortar, cruzar. O Camilo trouxe equilíbrio para essa equipe que não tinha antes. Desejo que o Mantuan volte também, ele é exatamente esse jogador, pois ele é um pouquinho mais experiente do que o Camilo, claro que com essas contusões atrapalharam, mas são dois jogadores que facilitam muito nosso sistema de jogo.”

Quanto às lesões ocorridas no  jogo em si, o treinador recapitula.  “Perdemos três jogadores, primeiro o Guilherme Guedes, depois o Edson e por último o Renan. O Edson disse que queria voltar pro segundo tempo, pediu para ficar. Ele é um cara ‘cabra-macho’, queria tentar, se não seria a segunda substituição, e foi o que aconteceu, infelizmente ele não pôde continuar. Não ter tido a possibilidade de uma mudança tática é ruim, a gente gostaria de ter duas mudanças, pelo menos, na parte tática, para poder organizar melhor a equipe, para que fosse até mais ofensiva”, lamenta.

Por outro lado, ressalva, as substituições foram à altura. “Perdi o Guilherme, um cara ofensivo, mas ganhei um defensivo. Perdi o Edson, mas veio aí o Washington que demonstrou uma capacidade enorme. E outra, o Washington havia sentido uma dor no adutor que por pouco ele nem vem para o banco. Tanto que não entrou na lista inicial de convocados e a gente só conseguiu colocá-lo na manhã do jogo. Então, esse é o espírito da nossa equipe, eles entenderam como estava se desenvolvendo o jogo, o quanto a gente precisava estar organizado.”

Torcida empolgante

O treinador alvinegro também faz questão de agradecer e destacar o poderio e apoio da torcida alvinegra. “Ficamos alegres de ter trazido um presente para eles, junto com os jogadores que são responsáveis por isso, em especial para os pais pontepretanos. A torcida deu um show, é o que queremos: essa atmosfera não pode ser só contra o maior adversário, mas em todos os jogos. É claro que se a gente vai bem, na frente, os caras vão participar. Mas quem dera tivéssemos 16 mil em todos os jogos, faz a diferença”, afirma.

O treinador conclui: “Sabemos que sem a presença do torcedor não tem a menor graça e mando esse recado a cada um:  torcedor da Macaca querida, podemos nos alegrar juntos. Ontem em nenhum momento ouvi vaia, os jogadores fizeram por onde, mas vocês apoiaram o tempo todo, então fica minha gratidão. Parabéns para todos vocês pelos 119 anos, nada melhor do que poder comemorar em cima do nosso adversário.”

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