Edson diz que há muito mais que três pontos em jogo num dérbi e enfatiza: “Ninguém quer perder, mas tem de trabalhar muito para vencer um clássico disputado e equilibrado como esse”

Foto:PontePress/LuizGuilhermeMartins

O volante Edson tem experiência em clássicos: antes de chegar até a Ponte Preta, disputou partidas como Flamengo contra Fluminense e Bahia versus Vitória. Mas, garante, igual ao confronto entre os times de Campinas não existe.  “Antes do meu primeiro dérbi, quando vencemos o Guarani aqui em casa neste ano, não imaginava que a rivalidade era tanta assim. Já participei de outros clássicos, mas realmente aqui para a cidade é uma coisa muito forte. Está em jogo muito mais que os três pontos”, diz.

Mas se ficou espantado em um primeiro momento com o tamanho do clássico, Edson rapidamente se acostumou e gostou de ter atuado na vitória da Ponte no último confronto, por 3 a 0, no Majestoso. “Fico muito feliz de participar de uma tradição como essa, ainda mais ganhando. Claro que ninguém quer participar e perder, mas tem de trabalhar muito para vencer um clássico disputado e equilibrado como o dérbi sempre é. Pessoalmente, acho que eu nasci para jogar clássico, gosto muito: é muito motivador e sempre vai ser um desafio para mim.”

Consciente da importância do jogo, o volante quer a vitória acima de tudo, mas prega o respeito ao oponente. “Primeiramente a gente tem sempre cuidado para não dar combustível para o adversário, independentemente de ser clássico ou não. Tem que pensar que existem trabalhadores e companheiros do outro lado, então precisa ter respeito Agora, dentro de campo funciona totalmente diferente, é cada um brigando pelo seu pão, pelo seu espaço. Nunca vai deixar de ser assim”, acredita.

O respeito, porém, não impede o atleta de focar no melhor resultado para a Ponte. “Temos que saber até quais palavras usar para não dar margem para o adversário falar que fomos soberbo, mas acredito, sim, que . Ponte Preta está num caminho muito bom para construir a vitória, considerando-se que estamos jogando nos nossos domínios, com o apoio da nossa torcida. Mas não se ganha com desespero, se atirando de todas as formas”, alerta.

Edson reforça que a torcida alvinegra – já são mais de 10,5 mil pontepretanos garantidos no estádio e os ingressos continuam à venda – é fundamental para o time no confronto de domingo. Dia dos Pais e Aniversário de 119 anos da fundação da Macaca. “Peço que o torcedor venha, nos incentive. Se tiver que vaiar, que vaie depois do jogo, mas vamos fazer de tudo para que isso não aconteça, para vencermos e darmos alegria ao torcedor alvinegro.”

O camisa 5 fala ainda da expectativa que tem para o dérbi 194.  “-Estamos falando de um jogo de futebol que move a paixão do torcedor, emoção que extravasa, a vitória que faz o sujeito chegat feliz em casa. Tem de estar ligado, exige concentração e uma parte mental forte, pois a  gente tem que saber que durante a partida está sujeito a tudo: erro de arbitragem, o time não estar bem, existem vários fatores dentro de um jogo. Então temos de saber lidar com essas situações, ter tranquilidade, trabalhar a bola, sem a pressa de definir a jogada. Tem o lado emocional que pesa bastante, mas tem de ser forte mentalmente para superar isso. É um clássico que naturalmente é muito pegado, é muito nervoso. Então tem de saber levar as situações para vencer”, conclui.

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