Licença A da CBF: Roberto Nishimura, chefe do DM alvinegro, ministra curso de medicina esportiva para 50 treinadores brasileiros

Reconhecido nacional e internacionalmente como um dos grandes especialista brasileiros em medicina esportiva, o médico pontepretano Roberto Nishimura teve duas semanas bastante diferentes das habituais. Desde o último dia 4 a Confederação Brasileira de Futebol está promovendo, por meio da CBF Academy, o curso para obtenção da licença A Full, que tem como objetivo qualificar os profissionais que atuam ou deseja atuar no futebol na condição de treinador em equipes profissionais; E nesta edição, que termina hoje (21), Nishimura, que chefia o DM alvinegro, é um dos professores.

“Tive honra de ser o titular do curso Medicina Esportiva aplicada ao Futebol Profissional, geralmente são os médicos da seleção brasileira que são convidados para dar este curso. Participaram 50 treinadores do futebol brasileiro e também alguns que atuam no exterior. Entre eles, inclusive, vários conhecidos da Ponte, como o próprio Jorginho, João Brigatti, o Marcelo ex-treinador da nossa Base e outros como Elano, Serrão e o professor Prima, que é preparador físico tetracampeão com o Brasil”, conta Nishimura.

 

O médico pontepretano fala um pouco sobre o que abordou no curso da licença que, segundo a CBF, é fundamental para que os treinadores possam exercer “uma prática competente e atualizada cientificamente, alicerçada em bases de natureza ética e científica.” “No curso demonstrei como é a estruturação de um departamento médico de um clube, a atuação multidisciplinar com médicos do esporte, fisioterapeutas, nutricionistas, fisiologistas, psicológicos, assistentes sociais e pedagogos , estes últimos para a base”, conta.

Nishimura ressalta que, independentemente do porte e poderio financeiro do clube, esse desenho é encontrado nos principais times de futebol do mundo. “Estou na  Ponte há 13 anos e desde o início da minha gestão frente ao Ponte Imap (Instituto de Medicina e Avaliação da Performance ) seguimos dessa forma. Expliquei também sobre algumas das principais lesões que ocorrem no futebol em geral, baseado em estudos epidemiológicos conduzidos pela UEFA, FIFA e no Brasil CBF E FPF”, conta.

Tendo como referência alguns dos principais pesquisadores em Medicina do Futebol do mundo – gente como Jan Ekstrand, Jiri Dvorak e Astrid Junge,  entre outros – o chefe do DM alvinegro ressaltou ainda que existe uma área de atuação específica da Medicina Esportiva, a Medicina do Futebol. “Na minha opinião é inadmissível não se especializar em futebol, sendo que é a modalidade mais praticada no mundo, que tem o maior volume financeiro do mundo e qu,e consequentemente, patrocina as melhores universidades do mundo a pesquisar sobre prevenção de lesões.”

Nishimura revela ainda outro aspecto,  uma sugestão do treinador Jorginho, que também foi de fundamental importância ao avalizar a indicação para a CBF, sobre o relacionamento do DM com a comissão técnica, além de ter exposto – sempre respeitando a relação médico-paciente – oito casos clínicos que ocorreram durante os últimos 13 anos que ilustraram um intenso debate entre os presentes.

“ Independentemente do nível técnico do clube, poderio financeiro ou competições disputadas, coloquei que o médico do futebol e Staff pode auxiliar o clube e a comissão técnica em alguns aspectos: gestão da lesão ocorrida e programação para retorno ao jogo; liderar programas de prevenção; auxiliar nas novas contratações, pois a lesão previa ocorrida em algum momento da carreira do atleta é fator de risco importante para nova lesão. A mais eficaz estratégia de prevenção de lesão é a comunicação entre comissão técnica e departamento médico”, finaliza.

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