Talento revelado na Base, atacante Lyncon comenta estréia como titular e destaca: “Para nós não tem diferença entre G1 e G2: somos todos Ponte Preta”

Foto:PontePress/ÁlvaroJr

Quem não acompanha a Base da Ponte Preta talvez tenha se surpreendido com a qualidade do jovem atacante Lyncon Filipe Lima Evangelista, de 19 anos, que fez sua estréia na vitória contra o Bragantino no final de semana e por muito pouco não deixou sua marca nas redes adversárias. A boa performance em campo, porém, não é novidade para quem assiste acompanha as categorias mais jovens da Macaca, onde o garoto de Mogi Mirim chegou há seis anos.

“Cheguei no SUB13 e fui subindo, passei pelas várias faixas etárias, quando estava no SUB17 fuiconvocado para a seleção brasileira. Cheguei no SUB20 e fizemos um primeiro ano bom, no segundo ano de Juniores ganhei uma sequência melhor, fiz alguns gols e dei bastante assistência, chamei atenção na Copinha e me chamaram para o profissiona, que é uma oportunidade de ouro , não pode deixar passar nunca! E para mim essa estréia como titular vai ficar marcada, não só por ter sido com vitória, mas ainda quase fiz um gol. Agora preciso trabalha pra sair esse gol logo”, diz, animado.

Vestindo a camisa 7 no último jogo, Lyncon espera poder voltar a estar entre os titulares na quarta – otécnico Jorginho ainda não definiu quem entra e é possível que, em vez de o time ser formado em sua maioria pelo G2 (o grupo de atletas que normalmente não atua como titular), como contra o Bragantino, haja uma mescla maior com o G1, formado pelos titulares recorrentes. Para Lyncon, porém, essa decisão é secundária. “Para nós não tem G1 ou G2, todos somos Ponte e estamos aqui pra agregar. Quem o Jorginho escolher vai ter uma vontade boa de vencer, vamos estar decidindo em casa. Tem que entrar focado, concentrado e querendo o resultado. O empate nos mantém no Torneio do Interior, mas não podemos nos acomodar, temos que ir a campo pra marcar gol e vencer”, pontua.

Lyncon acrescenta que  o técnico Jorginho tem passado segurança a todo o elenco e um recado especial aos mais jovens. “Ele conversou conosco e disse para que nos sentíssemos livres, que aproveitássemos essa oportunidade no time titular, que a gente almeja e sonha. Disse que estávamos preparados e era pra continuar firme. E graças a Deus eu pude colher essa oportunidade”, afirma.

Apesar da desenvoltura dentro e fora de campo, o jogador conclui confessando que o momento mais difícil não foi dutrante o jogo e sim enfrentar os muitos jornalistas em entrevista coletiva à mídia. “Na Base a gente dava entrevistas, mas com muito menos microfones. O treinador brincou que era pra gente treinar no CT, fingir que estava dando entrevista na frente do espelho e eu fiz isso (risos), mas dá um frio na barriga.”

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