De vilão a herói? Ivan analisa fato de fazer – e defender – pênalti do adversário: “Temos que levar como exemplo de que erros acontecem e podem ser superados se a gente não se abalar”

 

Foto:PontePress/ÁlvaroJr

O goleiro Ivan teve um jogo de contrastes contra o Botafogo na última rodada. Uma falha, algo atípico na vida do jovem goleiro, causou o gol de empate do time adversário no início do segundo tempo da partida. A Ponte teve  raça e frieza para ampliar, mas um pênalti cometido pelo camisa 1, último recurso para parar um lance ofensivo do oponente, poderia por tudo a perder. Não fosse, claro, a habilidade do arqueiro que defendeu a cobrança.

“Vida de goleiro tem muito disso, vai de vilão a herói e vice-versa em um jogo. Eu sabia no momento em que tomei o primeiro gol que foi uma infelicidade minha e, quando cometi o pênalti, foi o que deu pra fazer no momento, ele foi muito rápido e mesmo eu colocando meu corpo pro lado trombei com ele, coisa do futebol.  Mas cometi e acabei defendendo, vejo que isso fortalece nosso grupo, nos traz mais confiança e garantiu uma vitória de suma importância”, pontua.

Ivan vai além: “Para mim, mais do que esta história de herói ou vilão, temos que ver o que aconteceu como um exemplo pra nós mesmos de que erros acontecem, mas não podemos nos abalar com eles. Se agirmos assim, esses erros podem ser superados e é essa a lição que fica desta partida”, ressalta o jovem atleta.

 O camisa 1 alvinegro – que já defendeu quatro penalidades desde que assumiu a titularidade do gol alvinegro –  conta um pouco sobre como foi pegar a cobrança, muito bem feita pelo atacante Nadson.  “Procurei ficar o mais focado possível,porque sabia que aquele lance poderia definir a partida. Tinha visto vídeos do Nadson e fiquei com o chute cruzado na minha cabeça, apesar da maioria das cobranças dele ser chapada e não daquele jeito. Aí o Matheus Vargas chegou pra mim e disse isso também, que ele ia chutar cruzado. Com aquilo em mente, esperei o máximo que pude quando ele foi chutar, sem antecipar canto e fui feliz na defesa”, relembra.

Ivan finaliza dizendo que,  apesar da Ponte estar cinco pontos atrás do Red Bull na chave, não é hora de jogar a toalha. “Como todo mundo diz e sabe aqui, se fosse fácil não seria Ponte Preta. Enquanto tiver pontos em disputa, vamos buscar. É tentarmos duas vitórias em seguida e torcer pro Red Bull tropeçar, mas independentemente disso manter nosso foco no nosso trabalho.”

Notícias Recentes

REDES SOCIAIS