Invicto no comando da Ponte – com sete vitórias e dois empates – Kleina não esconde a tristeza pelo 5º lugar na Série B , mas valoriza trabalho desenvolvido: “Fizemos de tudo e caímos de pé”

O técnico Gilson Kleina não escondeu a tristez, após o empate da Ponte Preta contra o Avaí por 0 a 0, na tarde de sábado (24) em Florianópolis. Com o placar, a Ponte terminou a Série B em 5º lugar e não conseguiu o acesso. O treinador, cuja permanência é desejada pela diretoria alvinegra, chegou quando a equipe amargava uma sequência sem vitórias e mais próxima ao rebaixamento, porém liderou uma arrancada impressionante, que terminou com sete vitórias e dois empates, deixando a Ponte com 60 pontos, mesmo número do quarto colocado.

“Todos nós estamos tristes, frustrados, porque fomos a Florianópolis com muita confiança. Mas quero falar para o torcedor da Ponte que é motivo de muito orgulho estes nove jogos que nós fizemos. Terminamos lutando, tentamos de todas as formas. Falamos que iria jogar um goleiro que não tem ritmo, mas em momento algum queríamos depreciar o Rubinho, pois sabemos que tem um currículo muito grande. O Avaí não saiu para o jogo. Fez um jogo de bola alçada para o Getúlio e para o Daniel e eles buscavam a segunda bola. Eles sempre tinham uma linha baixa esperando o nosso erro. Mantivemos a plataforma de jogo que nos trouxe até aqui, depois as variáveis que fizemos com três atacantes. Tentamos de tudo para sair com o acesso e todos na Ponte Preta eram merecedores se isso acontecesse”, acredita.

O treinador destaca o bom desempenho da Macaca desde sua chegada.  “Não foi esse jogo que nos tirou o acesso. Se pegar os quatro clubes que subiram a Ponte Preta não perdeu para nenhum deles. Ganhamos do CSA fora, empatamos com o Fortaleza, o Avaí, mas eles tinham gordura para queimar. Tanto é que o Avaí e o CSA tropeçaram, mas poderiam porque tinham gordura. E nós tínhamos um resultado a fazer. Vivemos nessa decisão desde a minha chegada, sabendo que nossa margem de erro era inexistente. Uma campanha que fizemos que bate campeão. Mas isso vai ficar na história que a Ponte ficou em quinto, em uma caminhada espetacular e sensacional”, afirma.

Kleina lamenta o aceso que não veio. “Queria tanto dar esse título, esse acesso para a torcida, pois sabemos o carinho e como é esse clube. Essa diretoria que não está medindo esforços e os membros que estão cuidando do clube, e os torcedores que vieram debaixo de chuva, os que ficaram em Campinas. Fizemos de tudo, caímos de pé. Falei aos atletas que a vida continua, infelizmente o planejamento tinham que ser iniciado um pouco antes, para que consolidássemos esse acesso, mas chegamos vivos dentro da competição. Não é demérito empatar com o Avaí, com 16 mil pagantes”, reforça.

Para Kleina, a juventude do grupo também foi um fator importante, pois alguns atletas sentiram a pressão, mas que se torna algo normal pela carga de emoção que envolve. O treinador revelou que fazia tempo que não vivia um clube, como foi nessa reta final de Série B. Paralelo a esse sentimento de emoção, Kleina mostra mais uma vez a gratidão a quem fez parte dessa maratona intensa.

 “Sei que está todo mundo triste, gostaria de falar o contrário, o nosso torcedor é espetacular. Só tenho a agradecer. Quero agradecer vocês da imprensa. Não quero fazer discurso demagogo, mas o futebol de Campinas precisa crescer mesmo. Sabemos que são duas equipes de referência, que possuem totais condições de jogar a Série A e eu defendo a Ponte Preta. Tenho orgulho de defender a Ponte e fizemos de tudo para a Ponte estar na elite. Até porque o ano passado eu participei, com o vice-campeonato Paulista, iniciei o Brasileiro e tenho certeza que os profissionais que trabalhara aqui – Eduardo Baptista, Doriva, João Brigatti e Marcelo Chamusca, fizeram o melhor. Agora é pés no chão, ver norte, ver planejamento. Não pode acontecer tantas trocas de treinadores. Tem que haver um planejamento um pouco mais forte, entender que tem o Paulista, Copa do Brasil, mas que tem uma Série B que desde o início tem uma pontuação que é de grande valia e não vir para uma decisão como essa. Mas foi desse jeito e só temos a enaltecer o trabalho da diretoria, dos jogadores, de toda equipe que trabalhou comigo, de comissão técnica, apoio, funcionários e principalmente nosso maior patrimônio que é o torcedor”, salienta.

O treinador conta mais sobre a relação com o grupo ao longo desse período. “Fizemos um trabalho de uma equipe vitoriosa, até porque a pontuação bateria com o Fortaleza para ver quem ficaria com o primeiro lugar. Nessa toada que fizemos. A missão seria cumprida se efetuasse o acesso. Chegamos aqui, com um vestiário muito cabisbaixo, alto-estima muito baixa e fizemos um tratamento de choque. Eles começaram a acreditar e na vida é assim: quando todos começam a comprar a ideia, começa a alavancar. Mostrei a eles que eles adquiriram uma mentalidade vencedora. Nossa equipe é jovem, tem jogadores que sentiram a decisão, o que é normal, até porque nunca passaram por essa situação. Mas vão maturar e espero que maturem com a camisa da Ponte, que é uma camisa forte, que tem torais condições de se alavancar e voltar para a elite do futebol brasileiro. Para mantermos um foco, todos tem que nos unir, porque no futebol com sintonia já é difícil, se não tiver, fica cada vez mais difícil”, conclui.

 

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