Kleina destaca a força da equipe que chegou ao G4 e ressalta: “Vamos conter a empolgação, porque vamos pegar uma Ressacada lotada, mas conhecendo nossa torcida, ela vai invadir Florianópolis…e vamos dar a vida de novo pela Ponte”

Foto:PontePress/FábioLeoni

Vice-liderança temporária da competição e presença garantida no G4 após o fim da rodada no fim de semana, melhor defesa do Brasileiro da série B, sete vitórias e um empate (22 pontos  de 24 possíves conquistados até agora) que dão ao técnico Gilson Kleina não só o título de invicto desde que assumiu o time como um aproveitamento de mais de 90%. Os números são superlativos, mas após a grande vitória de ontem (13) no Majestoso sobre o Coritiba, o treinador alerta: nada está definido e é hora de pé no chão, pois vem aí uma “hiper-final.”

“Não tem que ter euforia nem achar que está tudo certo. Precisamos conter a empolgação porque ainda vamos pegar uma Ressacada lotada, mas conhecendo a torcida Ponte, ela vai invadir Florianópolis. Vamos ter que dar a vida de novo, mas faltam só 90 minutos, com inteligência pra que possamos executar da melhor maneira possível e com o sentimento de que é o jogo do acesso”, pontua.

O técnico reforça a importância de manter a cabeça fria e o empenho para o embate da tarde de 24 de novembro. “Temos que chegar em Florianópolis com confiança, mas sabendo que, de toda a rodada, é um jogo que vai chamar muita atenção, porque é decisão para os dois. E isso independente do resultado do Avaí contra o CSA no sábado. Temos que manter o foco, regularidade e tentar fechar a oitava vitória, porque vale muito. Vale o ano, vale 2019, vale muito para torcida, para nós e vamos fazer de tudo para coroar esse trabalho espetacular que todos estão desenvolvendo”, ressalta.

Em relação à recuperação inédita da Macaca sob seu comando, Kleina explica a filosofia que imprimiu assim que chegou ao clube. “Os jogadores tinham que entender o que era vestir a camisa da Ponte Preta: se não tiver alma, não é aqui que tem que ficar. Lembro que fomos duros e dissemos que aquele que não está realmente comprometido com o objetivo, não tinha mais que ficar perdendo tempo aqui. Porque nós não vamos perder tempo. O trabalho é árduo, intenso, mas a convicção no trabalho é grande. Claro que a partir daí passamos a nos conhecer”, diz.

A união do grupo em torno da ideia vencedora, revela Gilson, o deixa muito satisfeito. “Estou muito feliz. E essa entrega dos nossos jogadores é um presente que demos para a torcida, que  mais uma vez mostrou a força, jogou junto e essa energia era importante desde a chegada. Assim como resgatar a confiança para esse grupo”, afirma o treinador, que  analisa também o jogo de ontem contra os paranaenses.

“Foi um jogo muito difícil, onde tínhamos que ser objetivos, verticalizar, porque o Coritiba, quando tomou a goleada do São Bento, mudou totalmente a forma de jogar. Ele não fez em momento algum essa plataforma de jogo e fez isso já contra o Goiás”, diz o técnico, que destacou as características da equipe adversária e contou o que fez para conter. “Não trocamos muitos passes, mas colocamos velocidade em cima do Coritiba, porque era importante, uma vez que eles colocavam muitos jogadores no meio, tínhamos que atuar pelos lados.”

O treinador valoriza a forma como os gols da Ponte contra o Coritiba forma construídos. “A jogada do Ruan foi espetacular. Uma transição de mais ou menos 70 metros e ele foi atropelando. Merecedor do gol bonito, por mais que seja contra, mas ele que fez toda jogada. E da mesma forma o segundo gol, em outra roubada de bola, com o Victor Rangel faz essa situação e o Júnior Santos entra no facão e faz o segundo gol”, ressalta.

 O comandante conta ainda que no intervalo cobrou atenção dos atletas e valorizou a inteligência dos pontepretanos, que contiveram possíveis ações do adversário. “A equipe manteve um nível de concentração muito alto e por isso que ela foi merecedora. Fez uma vitória de grande valia para as nossas pretensões, porque jogamos com o emocional também aflorado. O Coritiba não tinha mais nada a perder e muitas vezes o atleta joga um futebol sem pressão. E nós temos nossas cobranças. Parabéns aos jogadores, porque foi uma grande vitória. Falta uma. Vamos trabalhar esse jogo para vencermos também, mas de forma inteligente. Não ganhamos nada, pés no chão, mas estamos muito felizes pela caminhada.”

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