Kleina exalta resultado da Ponte diante do CSA e quer torcida mobilizada para duelo de sexta-feira (19): “Temos que fazer de tudo para trincar e fazer a terceira vitória contra o Figueirense, no Majestoso”

Foto:PontePress

O técnico Gilson Kleina comemora a conquista de mais uma vitória da Ponte Preta sob o seu comando, a segunda em dois jogos. O treinador avalia a equipe, que venceu o CSA em Alagoas por 2 a 1, e projeta uma semana de trabalho forte para continuar com a crescente de rendimento nessa fase final de Série B. “Toda vitória eleva a autoestima e a confiança. Ela pode diminuir a pressão, mas não podemos entrar em uma zona de conforto. Temos que fazer de tudo para trincar e fazer a terceira vitória. Essa tem que ser a mobilização essa semana, ao fazer outra decisão em casa contra o Figueirense”, afirma Kleina, que acrescenta.

“Vamos recuperar esses atletas, para na segunda de manhã planejar o trabalho da semana. Ganhamos de dois grandes clubes alagoanos, principalmente o CSA em seus domínios e buscando o G4. E se fizermos a terceira vitória, contra uma grande equipe, de respeito, que é a do Figueirense, vamos ver números, situações. Peço o apoio incondicional nessa reta final do nosso torcedor: vamos lotar, jogar junto, porque vai ser de grande valia para fazermos essa terceira vitória. De pé no chão, lutar como nesse último jogo e aí sim entrarmos em um patamar, com o foco ainda mais aflorado”, enfatiza.

Sobre a partida desta sexta-feira, Kleina destaca o trabalho tático da equipe, além da entrega dos atletas. “Foi uma vitória super importante nessa altura do campeonato. Nos aproxima do primeiro objetivo, nos deixa vivos no campeonato e é uma vitória que, eu entendo, foi consistente. Na verdade nós trabalhamos uma equipe reativa. Fizemos uma organização com essa transição, até porque a equipe do CSA trabalha muito com articulação, principalmente pelo lado direito”, diz.

Ele detalha mais a análise: “Celsinho é um jogador que é o desafogo do CSA. Posicionamos para fazer essa marcação e fizemos um rodízio, hora o Tiago Real, hora o Júnior Santos ou o André. E tínhamos que ter essa comportamento, porque quem arma muito o time do CSA, de trás, é o zagueiro Matheus. Ele acha espaços para o Juan e faz inversão de jogada. E nós conseguimos neutralizar esse ponto forte da equipe do CSA, porque é essa bola entrando pelo lado do Celsinho. Porque o Neto Berola ,tanto o Juan, vem por dentro para fazer essa infiltração e praticamente essa bola não chegou.”

Kleina enfatiza a força do contrataque alvinegro. “Quando roubávamos a bola, como eles colocam muita gente no nosso campo, nós tínhamos que fazer a transição e os espaços aconteceram. Tanto que ficamos na iminência, se tivéssemos um pouco mais de tranquilidade, de ter goleado, por conta da estratégia que colocamos. Claro que o CSA vem em um briga por G4, é uma equipe muito mais adaptada e formada aqui dentro e eu vejo que o CSA encaixou quando entrou o meia deles, o Daniel, que colocou a bola no chão, inverteu os lados do campo, fez o Hugo e o Celsinho jogarem”, esclarece.

Comisso, pontua o treinador, o adversário conseguiu diminuir o placar no final. “Acharam o gol de bola parada e cresceram. Ainda bem que já era final de jogo. Coisas positivas aconteceram e ainda bem que tivemos esse comportamento. A equipe foi determinada nessa vitória, porém, se tivéssemos um pouco mais de tranquilidade e competência, poderíamos ter feito um resultado elástico”, explica o treinador, que fez mais observações sobre o jogo.

“Claro que quando se faz um gol rápido, tem a condição de fortalecer a estratégia que armou. A equipe do CSA trabalha muito a bola por dentro, com bastante movimentação. Principalmente a bola pelo lado com o Celsinho. Quando conseguimos neutralizar e o Celsinho não conseguiu fazer a jogada, que é de linha de fundo e, quando observamos o CSA, eles terminam a maioria dos jogos com o Rubens, que é o centroavantre mais centralizado e para esse jogo entraram com o Alemão, que não é de jogo aéreo, mas usa a bola por dentro, com infiltração. Mas não existiu a infiltração, pois neutralizamos bem. Quando conseguimos fazer isso, nós roubamos a bola, transitamos, pois era a característica da nossa equipe, que é muito rápida”, afirma.

Kleina esclarece ainda porque optou por não entrar jogando com Hyur no jogo de ontem “Como estamos conhecendo, a troca com o Júnior Santos era porque eu precisava reter essa bola na frente, que é diferente do Hyuri, pois é um jogador agudo. Hora centralizamos o Junior, hora o André, trouxemos o Tiago por dentro, criando uma superioridade no meio, com quatro atletas e fazíamos que a bola entrasse muito mais no facão. Com as trocas que o Marcelo fez, principalmente a entrada do Daniel, o adversário cresceu, pois tínhamos que encurtar, é um cabeça pensante e ficou o cérebro do time. Tínhamos que eliminar esse jogo”, enfatiza.

O comandante alvinegro, que iniciará os treinos da semana na tarde de segunda (15), finaliza sua análise: “O Juan veio para a primeira linha, é um jogador experiente, com qualidade no passe e tínhamos que fazer um dobra em cima do Hugo, porque era uma substituição que geralmente se faz no CSA. Ele é uma espécie de talismã, que faz gol. Conseguimos neutralizar. Acho que tiramos o ímpeto do CSA e quando fizemos os dois gols, era nítido que eles começaram a acelera e errar muito. Tanto que tivemos dois contra-ataques no primeiro tempo, em que não fizemos a melhor opção e se encaixássemos o terceiro gol seria letal e realmente iríamos nos assentar no jogo. A equipe lutou, os jogadores saíram extenuados, mas tinha que ser dessa forma. Para ganhar de um time que está no G4.”

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