Presidente Abdalla lamenta campanha ruim da Ponte na Série B e reforça trabalho incessante para recuperar equipe

 

Foto: PontePress

O presidente da Ponte Preta, José Armando Abdalla Jr., em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (27), falou sobre as mudanças no comando técnico da equipe, por conta do mal momento apresentado pela equipe de futebol no Campeonato Brasileiro Série B. O mandatário lamentou os resultados obtidos, mas destaca que a direção está focada na recuperação nesta reta final de competição. “Em primeiro lugar, gostaria de em meu nome e de toda a diretoria, pedir desculpas a imensa torcida pontepretana, pelo futebol que a equipe tem apresentado. Sei que cometemos alguns erros, algumas falhas, mas a intenção sempre foi das melhores. Nunca pecamos por omissão. Claro que todos nós estamos muito entristecidos com os resultados do futebol, mas estamos trabalhamos com afinco e determinação, para que isso melhore o mais rápido possível”, diz o presidente, que acrescenta.

“Temos ainda nove partidas para terminar a Série B e vamos buscar o maior número de pontos possível, para que, se possível, chegar no topo ou em uma pontuação honrosa e que possamos pleitear. Quanto ao novo treinador, poderá ser anunciado nas próximas horas, estamos em contato e procuramos um nome que entre no perfil daquilo que a equipe necessita para esse momento e final de campeonato. Que possa trazer aquilo que não conseguimos fazer até agora. Esse é o perfil do treinador que buscamos”, diz Abdalla, que fala mais sobre o perfil do futuro comandante. “Tem que ser um técnico com conhecimento e experiência de uma Série B. Nosso time é jovem, que hoje tem uma confiança abalada e o técnico precisa ter um aspecto motivacional para poder fazer seu trabalho e ter a característica da Ponte Preta, que é a determinação, perseverança e raça”, enfatiza.

O presidente analisou as mudanças que ocorreram neste mês, tanto sobre a saída do ex-técnico interino João Brigatti, como de Marcelo Chamusca. “A intenção com o Brigatti era dar um suporte maior para que continuasse conosco. Infelizmente, fomos surpreendidos com a demissão dele, mesmo porque nós já havíamos tido sinais, que necessitávamos de algo que encorpasse o departamento de futebol. Optamos pelo Chamusca, que tem um histórico no futebol brasileiro, mas infelizmente, no momento que ele veio, talvez não fosse o mais adequado”, diz Abdalla, que continua. “Talvez ele necessitasse de um tempo maior para extrair dos atletas aquilo que de melhor eles possuem. Se houver uma comparação com outros times da Série B, o nosso plantel não fica aquém dos que estão lá em cima. Haja vista todos os resultados expressivos que conseguimos, contra equipes que estão acima de nós. E os inexpressivos contra times que estão abaixo. Todos contra a Ponte jogam fechados, buscando o nosso erro e quem tem que propor o jogo é a Ponte, e dentro desse plantel foi um desgaste para nós. Não houve tempo do Chamusca absorver e passar aos atletas. Ele talvez precisasse de um tempo maior, o que justamente não temos”, explica.

Outro questionamento que o presidente esclareceu – e que foi discutido nesta semana – é a relação entre a atual direção do clube, com o presidente de honra Sérgio Carnielli. Abdalla deixa claro que o clube tem imensa gratidão ao ex-mandatário, mas que necessita ser independente. “Da minha parte e da diretoria, não há rompimento com o Sérgio. Ele continua sendo presidente de honra da Ponte, é um ex-presidente, que tem seus objetivos, como a tarefa de construir a arena. É claro que ele acompanha e se entristece com os resultados, que não estão vindo. E é claro que hoje eu sou presidente da Ponte e tenho que tomar as decisões que cabem à minha responsabilidade. E sei exatamente as prerrogativas que cabem a um presidente da Ponte Preta e o Sérgio concorda com isso”, ressalta Abdalla, que reforça a importância de a coletividade pontepretana estar unida, em prol da melhora do clube e consequentemente do futebol apresentado pela equipe.

“Conflitos políticos devem ser deixados de lado. Estamos sempre abertos a discussões sadias, em torno dos objetivos da equipe. É claro que há informações que circulam na mídia que não são verdadeiras, como por exemplo, que os salários da Ponte Preta estão atrasados, e eu posso garantir que neste ano não houve atrasos de pagamentos. Estamos rigorosamente em dia com todas as nossas obrigações e podem perguntar para quem quer que seja: funcionário ou atleta. Esses desgastes, discussões políticas, claro que refletem na equipe. O momento é de aglutinar as forças e todo pontepretano batalhar sim pelos objetivos da equipe. Erramos, mas não com a intenção de errar. Na parte administrativa o clube está muito bem e todas as provas documentais, que o conselho exigiu, comprovam isso. Infelizmente o futebol não deu o resultado que esperávamos. Todas as condições foram dadas, os atletas sabem disso. Tudo que foi reivindicado foi oferecido a eles, mas infelizmente o resultado em si não apareceu”, lamenta o presidente.

Abdalla complementa ao falar sobre conflitos entre torcedores e a polícia, após o revés da Ponte diante do Brasil de Pelotas, na terça-feira (25). “Infelizmente a questão da segurança é algo que nos afeta. Qualquer outro time que está na Série B hoje, que passasse pelo que passou a Ponte, com certeza perderia de seis a dez pontos em qualquer circunstância. Nenhum time da Série B sofreu o que sofremos este ano. Jogar fora dos seus domínios e sem torcida, para a Ponte que tem a sua torcida como fator importantíssimo, sem o incentivo se viu órfã nesses jogos. A grande maioria da torcida se comporta de forma digna, mas sempre há vândalos em qualquer estádio. Infelizmente não houve maiores consequências, e vamos torcer para que esses fatos não se repitam”.

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