Chamusca quer aproveitar sequência no Majestoso para vencer: “Enquanto houver possibilidade matemática vamos lutar pelo acesso e foco agora é ganhar do Brasil de Pelotas pra respirar e subir na tabela”

 

Foto:RosironRodrigues/Goiás

Em um jogo eletrizante, a Ponte empatou em 2 a 2 com o Goiás ontem e, se a postura do tié agradou o técnico Chamusca, o mesmo não se pode dizer do placar final. Contudo, o treinador – que já está de volta a Campinas e no domingo comanda o primeiro de dois treinos focados no jogo de terça (25) contra o Oeste – garante que não vai desistir de alcançar o G4 da competição e, para isso, a chave pode estar no Majestoso, palco das próximas duas partidas da Macaca.

“Enquanto houver qualquer possibilidade, mesmo que seja mínima, vamos trabalhar duro e pensar em vencer o próximo jogo. Quando e se a matemática disser que não dá, não iremos contrapor, mas no momento é pensar jogo a jogo, então agora é focar no Brasil de Pelotas em casa pra voltar a vencer na competição, dar uma respirada e subir na tabela. Temos essa sequência de dois jogos no Majestoso e queremos voltar a vencer, diante do torcedor, para tirar o time do lugar em que está”, diz o treinador.

Na opinião dele, a Ponte merecia melhor sorte pelo que mostrou em campo. “Tivemos postura e fomos fiéis ao plano de jogo. Por muito pouco não saímos com três pontos, que era nosso objetivo, sabíamos  da importância de quebrar nossa sequencia sem vitórias contra o Goiás, que é muito forte jogando no olímpico,  pra nós ganhar aumentaria seria significativo e aumentaria nossa confiança. O time evoluiu no aspecto ofensivo, voltamos a marcar, mostramos poderio na frente sem nos desorganizar ofensivamente.  Tomamos gols que foram méritos do adversáriom, que é um dos melhores ataques da competição e é muito qualificado, ainda mais no campo deles”, diz.

Para Chamusca, a Ponte iniciou o jogo bem controlada, dentro da nossa proposta para enfrentar um oponente que pratica um jogo de imposição em seus domínios. “Analisamos bem o adversário e fomos a Goiás com essa proposta de dar um pouco mais o lado  pra eles jogarem e, com a característica do Junior Santos, Roberto e Andre Luis estourar e entrar no campo adversário  com espaço, o que acabou acontecendo várias vezes. No primeiro tempo todo a gente teve condição uma muito boa, tanto que abriu 2 a 0  e, quando estava 2 a 1, teve o gol a nossa mercê, em especial no lance em que o Matheus Vargas enfrentou o goleiro, poderíamos ter feito 3 a 1.”

Já o segundo tempo, analisa Chamusca, foi de um jogo mais controlado. “O Goiás não conseguia entrar na nossa defesa, mas perdemos força. Nosso combustivel, dos atletas de velocidade, foi ficando baixo. Perdemos força de contratataque, mas mesmo assim conseguimos neutralizar. Porém tivemos a expulsão e tomamos o eles conseguiram achar o segundo gol. Aí ficou muito difícil, o Roberto estava com câimbra, tínhamos perdido o Júnior, o André Luís já estava fora e ficamos apenas co o Hyuri.  O adversário não criou absolutamente nada e ainda tivemos uma última chance nos acréscimos, mas não deu”, diz.

O técnico afirma que saiu de campo com um sentimento dúbio. “Triste pelo empate, mas com uma alegria pela performance, pela entrega dos jogadores. A equipe evoluiu  e realmente merecíamos melhor sorte diante que mostramos. Acho que o Matheus Vargas deu mais lucidez nas criações e o Roberto foi muito bem atacando e contratacando. Evoluímos e o adversário teve mérito na construção das jogadas dos gols deles. Saí mais satisfeito ontem que  contra o Oeste, quando finalizamos 19 vezes, mas não fomos efetivos”, afirma.

Chamusca finaliza falando sobre a expulsão de Júnior Santos – a punição até agora não ficou bem clara, aparentemente o árbitro mostrou o cartão vermelho porque o jogador, que estava caído saiu do campo ara se recuperar de câimbras que sentia, voltou sem a autorização do árbitro.

“Não entendi bem a expulsão, o Júnior caiu, depois o médico entrou para atendê-lo, e ele levantou para sair. Segundo o próprio Júnior, o árbitro gesticulou para ele voltar ao campo e ele voltou com a autorização, mas… Ele é um jogador importante, fez um jogo de superação, sofreu bastante. Tomou um amarelo desnecessário também, é um jogador jovem que precisa aprender. Mas o fato é que não só perdemos o atleta ontem num momento crucial, como  perde no jogo e pro próximo, o que é pior. É um jovem, com minutagem muito baixa, está maturando ainda, então vai errar e vai acertar. Enquanto treinador, vamos orientar pra não ter mais esse tipo de erro.”

 

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