Gilson Kleina ressalta resgate da força pontepretana, para reação na Série B

 

Foto: PontePress

O técnico Gilson Kleina iniciou os trabalhos com o elenco pontepretano e o foco não pode ser outro, senão a reação no Campeonato Brasileiro Série B. Para o comandante, é necessária uma mudança de atitude, para que o trabalho seja desenvolvido. “O pensamento sempre tem que ser positivo. Estou feliz de mais uma vez poder comandar a Macaca, ao lado da torcida, que sabemos como ela reage, cobra, mas como também ela joga junto. Falei aos atletas que muitas vezes é a nossa atitude que faz valer o torcedor vir para o nosso lado ou não. Temos que ter esse espírito e cada jogo é uma partida decisiva para nós. Para que possamos ser uma equipe mais equilibrada, mais coesa, temos que pensar nos nove jogos, mas precisamos focar jogo a jogo”, explica o técnico, que acrescenta.

“É isso que vai nos levar a qual condição iremos brigar dentro do campeonato. Nesse momento, com toda a conversa, em todos os setores que tive, há uma apreensão, mas tenho que passar confiança, tranquilidade e fazer mais um apelo ao nosso torcedor. É uma torcida de muita paixão e que joga junto com nossa equipe. Futebol é confiança e vamos trabalhar, respeitando uma forma que a equipe vem jogando. Converso com a comissão técnica permanente, para entender qual o momento de cada jogador e ao mesmo tempo poder resgatar atletas importantes, para termos uma equipe vencedora”, afirma.

Kleina avalia que o elenco tem qualidade e que vai buscar entender, como fazer aparecer um melhor rendimento dentro de campo. “Entendo que consistência defensiva está havendo. Tanto que está entre as defesas menos vazadas. Dá para ver que os números de gols marcados são baixos e uma coisa que temos que avaliar é como está sendo trabalhada essa parte ofensiva. Se está sendo uma equipe reativa, ou que joga em transição, se tem triangulação pelo lado do campo, jogada mais pela linha de fundo, se fazemos jogadas em ligação direta. Tudo isso tenho que estudar e ver de que maneira posso melhorar isso. E principalmente eu respeitar a característica de cada jogador. Não adiante eu achar que tem que ser feita uma formatação, se a característica não vai encaixar em cima daquilo. Tenho que trabalhar, para posicionar os jogadores em suas devidas posições”, reforça.

Para o técnico, além da parte técnica e tática, a questão do comportamento é importante. Segundo Kleina, um vestiário forte, com o grupo comprometido e que sabe enfrentar cada adversário, com as devidas diferenças, é importante. “É uma situação que não passei na Ponte e espero reequilibrar. Passar por um momento instável requer um trabalho psicológico, um reequilíbrio, que passarei diariamente aos atletas. Para assim eles fazer o melhor de cada um e assim eles desenvolverem o futebol da melhor forma. Há vários fatores que levam a ter uma grande performance e é claro que começa com os treinamentos, com intensidade, entrega, comprometimento, mas principalmente entender o resgate de cada jogador. É um tempo curto e temos que acelerar o processo. Serei treinador de todos, mas às vezes não agradarei a todos. O tempo todo o treinador tem que tomar decisão e tudo será feito em prol da Ponte”, diz o comandante, que enfatiza.

“Não quero jogador acomodado. Quero o atleta sintonizado com o objetivo do clube. Primeiro vem o objetivo da Ponte Preta, depois o objetivo pessoal. Se conseguirmos gerar o maior artilheiro, o maior em assistências, a melhor defesa, nós vamos acontecer. Mas só se atinge com trabalho. O discurso é bonito, mas sem trabalho nada acontece”, diz Kleina, que finaliza. “Eu sempre fui enérgico. Sempre tive essa adrenalina e o que eu quero é o que jogador veja em mim a vontade de vencer e que eu possa transcender isso aos atletas. E jogar futebol. Não adiante entrar e lutar MMA. Mas que eles entendam que possamos ser vitoriosos. Eles são capazes disso, já provaram e vou fazer de tudo já para que esse jogo contra o CRB, tenhamos uma postura e que consigamos nos 90 minutos a vitória”.

 

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