Após guerra em dérbi 192, Ponte tem quatro baixas por lesão para duelo contra o Vila Nova e chefe do DM alvinegro explica desfalques

Foto:PontPress/JHSemedo

Os guerreiros da Ponte Preta lutaram muito na rodada passada, no dérbi campineiro, e infelizmente o comandante João Brigatti terá desfalques. O volante Lucas Mineiro, o atacante Hyuri, o zagueiro Reginaldo e o lateral-esquerdo Orinho sofreram lesões e o médico da Macaca, Roberto Nishimura avalia cada uma das ausências.

“Tivemos várias baixas. A primeira é do Lucas Mineiro. Ele teve um espasmo lombar que naquele momento impossibilitou de ele continuar no jogo. Ele teve uma boa melhora, mas não a ponto de participar de treinamento. Vai ficar essa semana em tratamento conosco e vamos ver até o final de semana como evolui na mobilidade”, diz Nishimura, que prossegue. “O Hyuri teve uma lesão muscular. No final do primeiro tempo teve que ser substituído e vamos avaliar a semana que vem, para virmos se inicia uma transição.”

Quanto ao zagueiro Reginaldo, o problema ocorreu no final do jogo. “Faltando cinco minutos ele começou a reclamar de dor na posterior da coxa. Foi em um lance de escanteio, também com uma lesão muscular e fica essa semana fora, para avaliarmos início de transição na semana que vem”, revela o médico pontepretano, que comenta por último – em relação ao que ocorreu diante do Guarani – a situação do lateral-esquerdo, que inclusive jogou boa parte do final do embate com o braço colado ao corpo e com dor.

“O Orinho teve um trauma, após queda no lado esquerdo do campo. Uma luxação na articulação acromo cravicular. Um deslocamento mínimo, mas o suficiente para impossibilitar o movimento do ombro dele. Cabe ressaltar que quando eu fui atendê-lo estava com dor, mas ele queria tentar voltar. Observei que a mobilidade dele estava ruim e até conversei com o Joao (Brigatti) para trocá-lo, mas foi quando teve o espasmo do Lucas Mineiro. Ali foi uma escolha, uma única substituição, mas o Mineiro não conseguia nem andar naquele momento. E o Orinho, com muita dor, conseguiu terminar o jogo. Levamos para o hospital depois. Nada de muito grave, tratamento conservador, mas vai levar umas duas ou três semanas”, destaca.

Nishimura diz que por se tratar de um jogo contra o maior rival, pode haver uma postura diferente, mas descarta que isso é o que sugere um número maior de lesionados pós-partida. “Foi um jogo muito intenso. O clássico envolve toda uma atmosfera de um duelo desse porte. Mas já tivemos outros jogos grandes e sem nenhuma ocorrência. Em especial nesse jogo tivemos essas situações: duas ocorrências musculares, uma traumática e o espamo lombar, que já aconteceu em hotel, em véspera de jogo, em concentração A intensidade, a atmosfera, pode ter influído, mas vejo como coisa de jogo”, acredita o médico.

Ausência de André Luís e retorno de Felippe Cardoso

Para o jogo contra o Vila Nova a Ponte também terá a ausência de André Luís, mas em virtude de suspensão por cartão e não de lesão. Por outro lado, o atacante Felippe Cardoso volta a treinar com bola nesta semana; “Ele tem feito um trabalho muito intenso, no que chamamos de estabilização de core (que é o centro de gravidade do nosso corpo). A sobrecarga que ele teve na região da bacia, do púbis, e com desequilíbrios musculares, vem de uma série de fatores, da base, e ele é um diamante a ser lapidado”, diz Nishimura.

Ele conta que o jogador sentiu e a dor por sobrecarga. “E isso não é tratamento em que se dá um remédio, uma injeção e melhora. A sobrecarga por desequilíbrio, toda vez que se faz uma atividade de giro e explosão, o tendão vai ser solicitado, o osso será sobrecarregado e se não reequilibrarmos toda essa região do centro de gravidade, ele vai continuar com dor. Ele já está um estágio muito bom de equilíbrio e, portanto, já está trabalhando com bola”, esclarece.

Luís Fabiano

Quanto ao atacante Luís Fabiano, Nishimura esclarece: “Ele está uma fase transição físico-técnica. Ele vem de um período longo de inatividade. Foram dois procedimentos no joelho dele, duas artroscopias. Eu tenho acompanhado o caso junto do cirurgião, o Dr. Renê, de São Paulo, que foi meu mentor. Então temos uma proximidade muito grande, no sentido de acompanhamento. Porém, ele está nesse processo, e tem evoluído. Ele tem que estar bem, confortável, com uma condição muscular e físico-técnico boa, para que possa jogar”, completa.

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