Caio Gilli, preparador físico da Macaca destaca busca por evolução física do grupo

 

Foto: PontePress

Após uma sequência de jogos com curtos períodos entre eles, a equipe da Ponte Preta tem tido um tempo maior de preparação. Isso porque após o jogo de domingo, em Goiânia, só volta a campo no sábado (19). O preparador físico da Macaca, Caio Gilli explicou como tem trabalhado com os atletas nesses dias que antecedem mais uma rodada com Brasileiro Série B.

 

“Na verdade temos que tomar cuidados em semanas cheias, com quem está jogando, que geralmente fazem uma carga excessiva de trabalhos, e necessitam de recuperação. É o caso de quem está atuando com mais frequência, sendo que no grupo temos 14 jogadores nessa situação. Jogar muitas vezes de quarta e domingo causa uma diferença muito grande de condicionamento dentro do grupo. Se viaja muito, são poucos jogadores para treinar no local onde se hospeda e por isso quem vai muito para o banco de reservas e joga pouco, fica com carga muito abaixo, em torno de 60%, de quem está atuando”, disse Caio, que prossegue.

 

“Em semanas desse tipo, é possível equiparar o condicionamento físico desses atletas e ao mesmo tempo, de quem vem jogando, diminuir a carga, mexer com a força, que treinamos pouco nesse período. Já na semana que vem, onde temos semana aberta, e dará oito dias para o próximo jogo, trabalharemos mais a capacidade física e tentar melhorar ainda mais, pois posteriormente voltará com período de jogo sequencial. Ter pouca semana de treino, no desporto coletivo, é complicado nesse sentido, pois ficam muito diferentes as cargas de trabalho dentro do próprio grupo”, avaliou o preparador físico.

 

Caio comentou o que acredita ser o ideal, principalmente em relação aos atletas que atuam menos do que os titulares e de que forma busca melhorar as capacidades desses atletas. “Eles precisam jogar. Por isso essa semana propomos um coletivo contra o SUB 17, na semana que vem faremos outro jogo-treino, para que essas cargas exercício específico sejam equiparadas. Por mais que você tente simular no treino, não se atinge o que é o jogo de verdade", disse Caio, que reforça. 

"O grande problema que eu vejo, em não ter tanto tempo aberto para treinar é essa situação. Às vezes o nível de força de quem está no banco até pode ser melhor, por estar treinando a capacidade com mais frequência, mais carga, mas o específico do futebol fica um pouco aquém”, completou.

 

Notícias Recentes

REDES SOCIAIS