Eduardo Baptista diz que é o momento de reconstrução da Ponte para sucesso em 2018 e acredita que, com postura aguerrida em campo, time terá o apoio da torcida

 

Foto: PontePress

 

O técnico Eduardo Baptista comentou sobre o que projeta para a temporada 2018 da Ponte Preta. Para o treinador, a palavra que define o momento é reconstrução. E para que isso seja bem realizado, muito trabalho tem que ser feito desde já. “Ficamos bastante tristes com o descenso, mas revigorados para reconstruir. É um momento difícil, pela parte financeira, já que saímos de R$ 40 ou R$ 50 milhões, e cai para R$ 7. Para se montar uma equipe é muito difícil. Quando saí daqui em final de 2016, a última partida que a Ponte fez contra o Coritiba foi praticamente 90% do time que estreou no Campeonato Paulista. Isso dá uma diferença imensa, pois pode se ter uma pré-temporada pensando em parte física, parte técnica e um pouco menos em parte tática”, afirmou Eduardo, que acrescenta.

 

“Hoje iniciaremos um Campeonato Paulista com praticamente nove caras novas em campo. Temos que dar uma atenção muito maior para a parte tática e abrir um pouco a mão dessa parte física. Estamos dispostos e motivados para reconstruir e a Ponte Preta fazer um ano bom, com a missão de voltar para a Série A”, diz o técnico, que explicou sobre sua continuidade no comando do grupo. “O ano passado, no segundo semestre, eu tinha um plano de voltar a estudar, tinha passagem comprada para Europa, de acompanhar alguns clubes e já estava tudo acertado. Recusei alguns convites de outras equipes e recebi o convite da Ponte Preta. Por eu ser de Campinas, por ter história aqui dentro, além da família, aceitei o desafio. E quando eu acertei, sabia que as coisas estavam difíceis e tinha o risco de não haver sucesso. Eu recebi um telefonema do próprio presidente e disse que se não desse certo eu queria fazer parte da reconstrução. E isso que aconteceu”, revelou Eduardo.

 

O treinador também falou sobre a importância da montagem do elenco, com o pensamento em todo o ano. “Eu gosto de montar equipes e sempre que estive presente na montagem nós tivemos sucesso. Embora 2016 eu não tenha participado do início do ano, mas participei de uma reestruturação na transição do paulista para o Brasileiro, e conseguimos fazer uma boa campanha. Esse ano também. Temos pouca bala, mas conseguimos dar tiros nas posições certas. Claro que a parte técnica é sempre a mais importante, mas focamos no caráter, no histórico, comprometimento e se vocês buscarem virão que são atletas que foram líderes em suas equipes e tiveram histórias de acesso à Série A. Um exemplo disso é o Wesley Matos, que em três anos tem quase 100 partidas de Série B”, destaca Eduardo, que reforça.

 

“O Renan Fonseca foi capitão no acesso do Botafogo. O Silvinho também tem uma característica marcante para a Série B e muito do que a Ponte Preta gosta. O próprio Ronaldo subiu comigo no Sport e tem uma característica muito forte, que se assemelha à Ponte. Estamos bem contentes, temos atletas promissores e estamos tentando mesclar essa experiência, essa força que fomos buscar, com essa juventude, para montar um time forte. Carecemos de algumas posições, mas não podemos sair no mercado pegando tudo, pois não podemos errar com pouco dinheiro. Para esse momento já temos um time montado. Tem algumas peças sendo monitoradas, para preenchermos a equipe e termos um ano bom”, enfatizou.

 

Além das contratações, o técnico ressaltou o trabalho com jovens promessas da base pontepretana, que tem tido sucesso nos campeonatos que disputaram em 2017. “A responsabilidade desses meninos é inteiramente minha e da comissão técnica. São atletas que mostraram valor. Faremos parte da maturação dos meninos. Eles vão ganhar oportunidade, mas vão saber que a responsabilidade é minha. Deixo bem a vontade, não coloco essa responsabilidade em cima deles. Se eles fizerem o que for pedido vão ganhar oportunidades e quem sabe serão os camisa 1, 2 ou 9 da Ponte”, contou Eduardo, que rasgou elogios à vinda de Ronaldão, como diretor de futebol da Macaca.

 

“Era fã do futebol dele. Acompanhei muito ele aqui na Ponte, no São Paulo e sempre com perfil de liderança. Um cara muito sério, no seu trabalho, no seu dia a dia. Foi atleta do meu pai e sempre falou muito bem dele, como uma referencia de liderança. E estar junto dele aqui e fazer parte desse processo de reconstrução é muito bom. Me surpreendi com as atitudes dele, com a postura de ele chegar e trabalhar conosco. É mais um cara importante, referencia da Ponte e que só temos aproveitar o máximo do conhecimento e experiência dele”, ressaltou.

 

Eduardo finalizou ao falar sobre o processo de fazer a torcida jogar junto do time nesse ano, após um final de temporada 2017 tão sofrido para os pontepretanos. “O nosso papel com a torcida é de reconquista. Lógico que a violência que aconteceu no final, não foi do torcedor da Ponte Preta, mas sim de indivíduos pontuais. Mas temos que reconquistar e isso tem que ser feito dentro do campo. Trabalhando, conseguindo uma postura e acredito que antes do resultado, o pontepretano quer uma postura diferente, aguerrida, com atletas comprometidos. Se conseguirmos isso, aliado ao resultado, nós reconquistaremos o torcedor”.

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