Em ano com pré-temporada reduzida, preparador físico Caio Gilli explica metodologia de trabalho nesse início de 2018

 

Foto: PontePress/JoséHenriqueSemedo

Por conta da Copa do Mundo, que acontece entre os meses de junho e julho, o calendário teve que ser ajustado e a pré-temporada, que geralmente dura cerca de um mês, até o início dos estaduais foi encurtada. Com a estreia da equipe marcada já para o dia 17 de janeiro, a preparação física tem que se adequar a esse período. Responsável por essa área na Ponte, Caio Gilli comenta o que tem sido feito com os atletas.  

 

“Sabíamos que o tempo de preparação seria curto desde algum tempo. Com os jogadores que sabíamos que iriam continuar no clube, orientamos para manter um condicionamento geral durante as férias, no qual eu mesmo mandei uma programação. Já os atletas que foram contratados, durante o período de negociação e que sabíamos que estavam acertados, eu também mandei essa programação de atividades”, revela Caio, que explica as diferenças em lidar com um grupo heterogêneo.

 

“Varia muito de jogador para jogador. Vai muito do biótipo, do que o atleta fez no ano anterior, se ele estava em boa condição, se jogou muitas partidas. E os que vieram são de bom histórico, com poucas lesões e a Ponte buscou informações nesse sentido, para que, tendo esse pouco tempo de preparação, não houvessem intercorrências muito negativas. Claro que não é o ideal, mas vamos tentar ajustar da melhor forma, para que cheguemos em bom nível na estreia”, avalia.

 

O preparador físico também comenta sobre os primeiros trabalhos feitos nessa semana. “De maneira geral as avaliações físicas que fizemos foram boas. Poucos jogadores que estão vindo de lesão apresentaram um déficit em relação média que temos de apresentação de grupo. No geral foi bom, em alguns casos surpreendente de forma positiva”, destaca Caio, que acrescenta.

 

“Fizemos duas frentes de avaliação. Uma de força: funcional com saltos, e outra de resistência. Tem mais algumas avalições que serão feitas. Não fizemos todas as bateiras, justamente por conta do pouco tempo de preparação. Otimizamos o processo, tendo em vista que essas duas referencias nós julgamos necessário para ver a condição física do atleta”, reforça o profissional, que fala sobre a rotina de jogos do mês e das expectativas em torno do desempenho dos atletas.

 

 “Teremos após a estreia, mas quatro jogos em sequencia, se possível a Copa do Brasil, serão seis, em três semanas. Tudo isso pesa, vindo de uma pré-temporada, onde a carga é mais densa. Mas volto a dizer: isso era sabido, não podemos criar justificativas e a busca da Ponte Preta por atletas que suportassem essa situação, foi feita. Vamos adequar da melhor maneira os trabalhos para se chegar no melhor resultado”, completa.

 

 

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