Abdalla confia em trabalho de equipe na diretoria, quer time de volta à série A e maior utilização da Base: “Quero voltar às origens da Ponte Preta, com times fortes feitos em casa”

Foto: PontePress

Aos 71 anos de idade, José Armando Abdalla Junior, presidente eleito da Ponte Preta, acumula experiência na Ponte Preta tanto no campo quanto fora dele. E é esta experiência que ele pretende capitalizar para que os quatro anos em que ficará à frente da Ponte Preta tragam bons frutos para a instituição. Em entrevista exclusiva ao site oficial da Macaca, Abdalla fala um pouco sobre como vê a Ponte hoje, quais serão os desafios da gestão que se inicia em 1º de janeiro e enfatiza que o futebol será prioridade em 2018: “No Brasileiro da série B subir será consequência: nosso objetivo é o título.”

O senhor trabalhou muito pela Ponte Preta como presidente do Conselho e presidiu a mesa que comandou os trabalhos nas eleições deste ano, porém imaginava ser eleito como presidente?
Francamente, nunca tive esta pretensão, porém quando o presidente Vanderlei decidiu que não iria se candidatar à reeleição, meu nome surgiu entre os integrantes na chapa como uma posição de consenso. Presidi o Conselho Deliberativo por dez anos, entrei nele na mesma época em que o Sérgio (Carnielli) foi eleito presidente, o Vanderlei (Pereira) atuando junto dele. Inicialmente, pensei que assumiria mais uma vez o Conselho, mas agradeço a confiança que recebi e acredito que tenho condições de fazer uma boa gestão, elevando ainda mais o nome da Ponte Preta e trabalhando por grandes conquistas.

Como o senhor se define enquanto gestor?
Sou uma pessoa de equipe, não gosto de tomar ações isoladas. A posição de presidente implica em uma série de ações de complexidade muito grande. Então se você não tem uma equipe forte, as coisas não andam como deveriam. Conheço muito bem a vida, a história e o cotidiano da Ponte, em especial os bastidores,  com toda a experiência que tive junto aos conselheiros natos tanto eleitos quanto natos. Nos dez anos que estive à frente do Conselho escutei muita coisa de muitos conselheiros, e isso ajudará no trabalho que faremos e na identificação que temos com a instituição.

Como o senhor vê a Ponte hoje?
Administrativamente a Ponte está redonda, muito bem alicerçada, e com destaque no trabalho forte na categoria de Base. Quanto ao futebol profissional, neste ano tivemos um incidente de percurso – que não deve apagar o que foi feito até agora – e ficamos numa posição incômoda, mas o que passou, passou, temos que pensar no futuro.  Temos condições de fazer um bom Paulista e Copa do Brasil, e no Brasileiro conquistar o acesso.

Como o senhor visualiza o futebol em 2018?
O futebol é prioridade, não resta dúvida. Vamos fazer um bom campeonato Paulista e no Brasileiro da série B  subir é consequência: nosso objetivo é título. Acredito que devemos fazer um time mesclado com a Base, incrementando um pouco mais e voltando às origens da Ponte, quando os times eram feitos em casa. Este plantel mesclado faz parte da história da Ponte Preta e temos que aproveitar o crescimento da nossa Base. Claro que isso tem que ser feito sem queimar etapas, com calma e planejamento, mas acredito que este é o caminho. O que passou, passou: houve erros e acertos, mas agora não adianta olhar pra trás, temos que pensar e criar nosso futuro.

E quanto a Diretoria Executiva, o senhor já definiu os nomes?
Temos 30 dias para definir e não há necessidade de se apressar o processo, mesmo porque até 31 de dezembro o presidente é o Vanderlei e todos estão mantidos. Creio que uma boa diretoria é feira com os homens certos em cada lugar e espero poder contar com muitos dos atuais diretores pelo trabalho excelente que vem promovendo. Como já disse, sou uma pessoa que trabalha em equipe e gosto de ouvir a todos, até porque acho que as decisões de maior consenso em geral são as que dão certo.

Como o senhor avalia neste momento inicial a sua eleição e a dos seus vices?
Estou assumindo a presidência após uma participação de dez anos no Conselho e acho que essa experiência, esse conhecimento, é muito importante. Não haveria como uma pessoa cair de paraquedas na presidência de um clube como a Ponte, é preciso ter história, ter embasamento. O meu primeiro vice, o Tiãozinho, já ocupou este cargo antes e é uma pessoa com uma habilidade política e diplomática muito grande, pode ajudar e muito. E o Kazuo não só é atual vice-presidente como já tem anos de experiência como diretor, o que com certeza será bem aproveitado.

 Uma pergunta final: o que é a Ponte Preta para o senhor?
Costumo dizer para os amigos que torcer para a Ponte Preta é um dogma de fé: não precisa ter nada palpável pra você acreditar nela, para adorar a Ponte. Sou daqueles que dizem que não gostam tanto assim de futebol, o que eu gosto mesmo é da Ponte Preta.

 

Notícias Recentes

REDES SOCIAIS