Danilo destaca que time tem que honrar camisa da Ponte, para encerrar o Brasileiro com dignidade diante do Vasco e comenta sobre o triste jogo de domingo passado

 

Foto: PontePress/FábioLeoni

Após o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, em derrota para o Vitória, no domingo (26), a equipe da Ponte busca se recuperar, para o último compromisso da competição, que será domingo (26), contra o Vasco, em São Januário/RJ. Para o lateral e meia Danilo, o time sofre, mas tem que ir a campo com garra e luta, em respeito ao clube. “Estamos muito abalados, mas precisamos nos reerguer o mais rápido possível. Não tem como voltar atrás, aconteceu, e temos que seguir a vida, com força e com fé. Temos que honrar a camisa da Ponte cada vez que entramos em campo”, diz o atleta, que continua.

 

“Domingo é mais um jogo difícil, é uma equipe que vem evoluindo a cada partida e vamos pegar todas as informações, como foi em todos os jogos. É uma semana normal de muito trabalho, entrega, ainda tem mais um jogo, mais quatro dias de treino e vamos dar o nosso máximo para conquistarmos a vitória no Rio de Janeiro”, afirma o jogador, que reforçou o quanto há de se ter respeito pelo manto alvinegro da Ponte.

 

“A principal palavra é honra nessa última rodada. Temos que honrar o trabalho e a instituição que nós servimos. Eu levo a minha vida muito assim. Domingo será um grande dia, apesar de tudo o que aconteceu, mas nossa equipe fará um bom jogo. A que da aconteceu, mas podemos voltar de lá com três pontos e terminar o campeonato com dignidade”, comenta.

 

Com a derrota na rodada passada ainda viva, Danilo comentou sobre a expulsão do amigo Rodrigo. O atleta disse que conversou com o zagueiro, que falou o quanto o jogador ficou chateado com o ocorrido. Mas Danilo ponderou, e na análise que faz, o rebaixamento não passa apenas pela expulsão do atleta, mas tem que ser dividido com todos.

 

“Foi um erro dele. O Rodrigo errou e sabe disso. Como tivemos muitos erros ao longo do campeonato. Não podemos agregar ao erro do Rodrigo, a queda da Ponte. Não entendo assim. Tivemos outras falhas no campeonato, eu falhei, outras pessoas falharam. Tivemos muitos erros no caminho e custou caro na partida de domingo. Mas foi nítido o erro dele, está consciente quanto a isso, é um grande cara e vai dar a volta por cima”, conta Danilo, que explica o que disse no momento da expulsão.

 

“Eu falei a ele na hora: “sai que nós vamos ganhar o jogo por você”. Infelizmente é muito difícil correr com um a menos. Nós estamos vivendo com essa carga. Nos últimos cinco jogos atuamos três com um a menos. Além da carga psicológica, ainda estávamos cansados de correr atrás dessa forma. Confesso que na hora do jogo eu achava que dava, mas no segundo tempo houve a tragédia. O Rodrigo está carregando uma carga muito grande, e eu acho que tinha ser dividida entre nós”, pontua.

 

Danilo também lamenta a invasão de campo ocorrida no Majestoso. “Confesso que fiquei com muito medo porque nunca deixo de trazer minha família para o campo. Minha filhinha estava ali e fiquei muito preocupado naquele momento. Mas são coisas do futebol. Ia passar por isso um dia. Foi um evento lamentável, a própria torcida deve estar arrependida porque nos prejudica para o ano que vem. Mas temos que nos reerguer sobre esse assunto. Não podemos remoer nisso”, enfatiza.

 

Com o pensamento na reconstrução da equipe, e no moral dela, Danilo classifica como acertada a permanência do técnico Eduardo Baptista para a temporada de 2018. “O Eduardo é um grande treinador. Comprova isso a cada jogo na equipe. Nosso time vem crescendo, fazendo grandes jogos, mas infelizmente correr com um a menos não tem sistema que ajude. A permanência dele é um primeiro passo para que nos reergamos o mais rápido possível. É um cara que conhece o clube, a camisa, que é importante, pois ele se identifica com a Ponte. Tenho certeza que a diretoria acerta muito nisso”, comenta o jogador, que explica o que é necessário para que se tenha o apoio da torcida pontepretana novamente.

 

“Temos que começar a vencer de novo. Todo título é muito importante. O torcedor tem essa carência e precisa de um título. Temos o Paulista para dar a volta por cima e já está tão próximo, pois começa dia 17 de janeiro. Temos que começar a pensar a vencer e trazer o torcedor dentro de casa de novo. Temos que correr por eles, pois se eles virem que não estamos correndo ninguém vai vir ao campo. Vamos trazer a torcida para o Moisés com garra, força e vitória”, completa.

 

 

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