Base sólida: com reuniões técnicas, aulas de inglês, acompanhamento escolar, processos e metodologia padronizados, departamento de base oferece formação que busca excelência e vai muito além do futebol

Com repetidas convocações para seleção brasileira de diversas categorias, atletas jogando no profissional e boas performances em competições, a Base da Ponte Preta vem se reestruturando e se destacando. E sem dúvida alguma neste Campeonato Paulista em particular os meninos alvinegros chamaram a atenção: artilharias no SUB 17 e SUB 20, todos os times, do SUB11 ao SUB 20, chegaram às quartas de final, com destaque para o SUB 17  e SUB 20 disputando as finais.

“Estamos colhendo frutos de um trabalho administrativo que iniciamos há pouco mais de três anos. O que estamos fazendo, porém, vai além: trabalhamos em prol de uma formação completa dos nossos jogadores e isso nos dá resultados não só no campo, mas também fora dele, com meninos que estarão mais aptos a enfrentar o mundo profissionalmente e pessoalmente”, acredita Francisco Alvarenga, diretor das categorias de Base.

O coordenador geral das categorias de base da Macaca, Claudio Henrique “Kiko” Albuquerque, explica que, além dos treinamentos e de toda parte física e técnica, todos os atletas da Macaca têm hoje uma formação muito mais ampla, que inclui aulas de inglês e acompanhamento escolar (existe até uma “ronda” que segue de perto os atletas nos colégios), bem como atividades de recreação, palestras com ex-jogadores e reuniões semanais em que se aproximam da história do Clube, das suas tradições e filosofia e onde também têm contato com as metas da Base, bem como sobre conteúdos e especificidades do futebol.

“Acredito que toda essa gama de formação e informação é o que está nos fazendo ir cada vez mais longe. É claro que a função da base não é ganhar competições e sim formar novos talentos para o time principal, porém uma coisa acaba sendo consequência da outra e os resultados que estamos tendo comprovam que estamos no caminho certo”, pontua.

Reuniões semanais

Segunda-feira na base todo mundo já sabe: é dia de reunião. E que reunião. “Fazemos encontros semanais onde o staff técnico de campo (CIAD – Centro de Inteligência, treinadores, preparadores físicos, preparadores de goleiros, etc.) e as áreas de suporte – como logística, serviço social, fisioterapia, psicologia e pedagogia, têm a possibilidade formal de interagir, debater e em conjunto traçar novos passos. A ideia é sincronizar as ações, então todos precisam entender o trabalho de todos, contribuir e compreender a contribuição do outro. Todos sabem o que está ocorrendo, onde estamos e para onde queremos ir, e isso nos ajuda a nortear o trabalho integral e transdisciplinar de formação”, conta Rodrigo Leitão, coordenador técnico das categorias de base.

A reunião semanal é dividida em três momentos. No primeiro são debatidas questões específicas inerentes a cada categoria, treinos, conteúdos, metas, bem como assuntos gerais do Clube. No segundo momento a conversa é sempre sobre algum tema científico aplicado ao futebol (com a ideia de levar Ciência à Prática), com alguma publicação técnica recente e importante ou ainda sobre alguma inovação apresentada em outro clube do Brasil e do Mundo, e como elas podem ser aproveitadas na Ponte. Por fim são debatidos temas escolhidos pelos presentes – sempre antecipadamente na reunião anterior – por exemplo, sobre análise de jogo, pedagogia do treino, fisiologia, etc.

“O feedback que temos é excelente, porque todo mundo fala mesmo idioma, sai da reunião sabendo o que acontece, então não se corre o risco de estarmos seguindo caminhos diferentes com os nossos atletas, que por sua vez entendem melhor a proposta do clube, a grife Ponte Preta de formação, o que a gente espera da conduta dentro e fora do campo. No médio prazo, isso organiza melhor as rotas para atingirmos a excelência na formação”, acredita Leitão.

Ele ressalta que a Ponte Preta implementou desde o 2º semestre de 2015 um currículo de formação de jogadores que respeita o desenvolvimento de cada um. “Não lidamos com as crianças e os jovens como se elas fossem adultos em miniatura. Sabemos como tratar e o que esperar em cada categoria, de cada jogador – formando atletas respeitando as tradições, a cultura e o perfil do Clube. Queremos formar jogadores que sejam identificados com a Ponte Preta e com nossa torcida”.

Excelência acadêmica e Apoio Psicológico

A formação intelectual também é importante para os jogadores e a Macaca vai além da exigência de frequentar as aulas para poder disputar as competições. Eles assistem a aulas específicas de inglês semanalmente, disponibilizadas pela instituição. O curso de inglês também é oferecido aos funcionários da Base que têm interesse em aprender a língua. Já na escola regular, a Ponte criou a “Ronda da Macaca”.

O objetivo é acompanhar periodicamente os atletas matriculados nas escolas parceiras, verificando não só a presença como também a participação em aula.  Em muitas situações, as informações que são coletadas na ronda auxiliam nas decisões do departamento de formação da Base, pois são discutidas e aprimoradas.

Os colaboradores da macaca também promovem constantemente palestras com profissionais de diversas áreas e com ex-jogadores da Ponte – como Ronaldão, por exemplo – nas quais são relatadas experiências de vida, dadas dicas e simuladas diversas situações que serão úteis para a vida dos garotos ou pelas quais eles poderão passar no futuro. Neste ano, por exemplo, ocorreu uma atividade de simulação de coletiva de imprensa, na qual eles entrevistaram uns aos outros.

Além da parte acadêmica, a Ponte Preta possui duas psicólogas, para acompanhar de perto o desenvolvimento psicológico dos atletas e ajuda-los na evolução da capacidade de trabalhar em equipe.

Parcerias

Durante os últimos dois anos, a categoria de base fez parcerias com diversas empresas, entre elas a Frozen Boss, que fornece os pães; a Ceratti, que fornece os frios; a Body Action,, que fornece toda suplementação; a Mactra, que fornece tintas e a IBF, que reformou todo nosso setor administrativo e dormitório de testes.

“Resolvemos ajudar a base da Ponte após verificarmos que se trata de um trabalho sério e que vai muito além do futebol. A administração do departamento está de parabéns e é um prazer para nós podermos colaborar” , ressalta Bruno Fantinatti, proprietário da IBF Engenharia.

Futuro

Com todo o bom trabalho desenvolvido, o departamento de Base alvinegro tem boas perspectivas de futuro tanto na crescente revelação de grandes atletas como em conquistas em competições. “Entendemos que conquistar títulos na base são importantes porque queremos formar jogadores vencedores. Expô-los a situações de estresse de fases de finais mais vezes durante o processo de formação vai ajudar a prepara-los melhor para o que vão enfrentar no futebol profissional. Não se trata de ganhar a qualquer custo, mas resultado e formação estão conectados, é preciso entender que há responsabilidade e cobranças no futebol”, diz o diretor Francisco Alvarenga.

Ele enfatiza que a Ponte Preta está buscando sempre colocar suas equipes de base em competições relevantes e desafiadoras, sejam elas regionais, nacionais ou internacionais. “O trabalho é muito sério. Como torcedores todos queremos resultado rápido, mas temos que entender que não dá para queimar etapas e hoje conseguimos avaliar muito bem isso. A Ponte Preta acreditou em um Projeto de Base de alta qualidade e estamos conseguindo isso, com todos os profissionais envolvidos. Quem está na Base da Ponte hoje quer estar na Ponte, não fazemos nenhuma loucura para trazer jogadores: eles chegam porque entendem que temos um trabalho de excelência, uma camisa de tradição e uma torcida excepcional. ”

Incentivo – O trabalho da Base pontepretana conta com apoio de Projeto via Lei Paulista de Incentivo ao Esporte do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Esporte , Lazer e Juventude do Estado.  PROJETO PONTE PRETA FUTEBOL DE BASE – ESTRUTURA PARA DESENVOLVIMENTO DE TALENTOS DO FUTEBOL, LPIE: Nº. 395/15, publicado em diário oficial em 25 de maio de 2016 – Lei Paulista de Incentivo ao Decreto nº 55.636/10 e RESOLUÇÃO SELJ – 19, de 23 de novembro de 2015.

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