Otimista quanto à manutenção na série A, Aranha ressalta: “Não adianta torcer contra os outros, pra sair do Z4 o foco tem de ser o nosso trabalho: se está difícil pra Ponte, também está difícil pra outros dez clubes”

Foto:PontePress/FábioLeoni

Dizer que o Campeonato Brasileiro está embolado é pouco. Após a rodada deste final de semana, a Ponte acabou voltando à zona de rebaixamento, é o primeiro time do Z4, com 32 pontos – mesmo número do Chapecoense, que aparece acima na tabela em virtude do número de vitórias, e do Vitória, que joga contra o Santos na noite de hoje. Se o Bahia não tivesse derrotado o líder Corinthians ontem (15), também teria 32 pontos. Se o São Paulo não tivesse vencido no sábado (14), estaria no lugar da Macaca. E se a Ponte vencer o Palmeiras na quinta feira, poderá não apenas sair da parte mais baixa da tabela como ultrapassar cinco ou seis times, se todos eles não vencerem. Como se vê, em  um campeonato tão parelho e faltando dez rodadas para o final, ainda restam muitos “se” e combinações de resultados para saber quem fica na elite, mas o goleiro Aranha ressalta: o importante para garantir a manutenção da Macaca na série A é trabalhar e vencer em vez ficar fazendo conjecturas ou secando adversários.

“Não adianta torcer contra os outros, nosso foco principal tem que ser nosso trabalho, tem que ser conquistarmos as nossas vitórias. É claro que tropeços dos  adversários podem nos ajudar, assim como os nossos tropeços são bons pra eles, mas por isso mesmo temos que pensar é em trabalhar para que nós vençamos e assim garantir os pontos que precisamos”, diz o camisa 1, para quem a sequência de jogos que a Macaca vem enfrentando tem um alto nível de dificuldade e, ainda assim, o time tem apresentado bom desempenho.

“É claro que, como sempre dizemos, não existe jogo fácil na série A, porém desde a chegada do Eduardo teoricamente esta é a sequencia mais difícil, pois pegamos um vice-campeão da Copa do Brasil, depois o campeão e na sequência o Santos, segundo colocado do Brasileirão, e agora na quinta enfrentaremos o terceiro colocado do Brasileiro. É uma parada dura, mas estamos evoluindo e conseguimos jogar de igual para igual, com muita humildade, garra  e correndo bastante.”

Aranha ressalta que, justamente em virtude do equilíbrio (praticamente todos os times do décimo colocado para baixo, senão alguns ainda acima, ainda correm riscos reais de rebaixamento), permanecer na série A será uma luta até o final e não apenas para a Macaca. “Às vezes escuto comentários dando conta que está difícil pra Ponte, mas não está só pra gente, está difícil pra uns dez clubes, a competição está muito apertada. Eu queria neste momento estar falando de coisas, queria que a gente estivesse brigando pela Libertadores, mas o campeonato está muito complicado e competitivo, então nosso papel é lutar bastante pra terminar o ano bem”, afirma.

E o jogador revela que acredita que efetivamente a Ponte terminará bem o ano de 2017. “Se a gente vencer os jogos dentro de casa é o suficiente para permanecer na série A e se vencermos ainda temos chance de ir atrás de alguma coisa a mais. Pra mim isso depende da união de todos: time, torcida, diretoria, funcionários. Se juntos é difícil, quando cada um puxa pra um lado e diz que está tudo errado aí é que piora. Então é hora de união e pessoalmente acho que a  Ponte tem evoluído bastante, está batendo de frente com os grandes, estou otimista”, conta.

Aranha fala um pouco sobre o que mudou com a troca de comandantes ocorrida algumas rodadas atrás. “Cada treinador tem sua maneira de conduzir o time, de desenvolver seus trabalhos. Às vezes um treinador não consegue avançar mais, fica limitado, foi o que ocorreu com o Gilson: não era falta de trabalho ou competência, simplesmente atingiu um ponto em que o time não ia mais. Com a chegada do Eduardo o ambiente se renovou, o grupo teve que se esforçar novamente pra mostrar pra ele quem merecia titularidade e ele mesmo, com a metodologia diferente que coloca, surpreende o adversário. Quando um técnico novo muda a metodologia demora pro adversário assimilar como a gente joga e isso também ajuda”, acredita.

Aranha finaliza dizendo que os dias que antecedem a partida contra o Palmeiras, na quinta, são fundamentais para que a equipe chegue a São Paulo tinindo e consiga fazer um bom jogo, até mesmo conquistando uma vitória fora. “Nosso foco agora é total na quinta contra o Palmeiras, até porque cada ponto agora é muito precioso”, conclui.

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