Após empate com o Santos, Baptista elogia entrega dos atletas e a torcida que classifica como maravilhosa, e diz que confia na melhora da equipe e na manutenção da série : “É o maior desafio da minha carreira”

Foto:PontePress/FábioLeoni

O técnico Eduardo Baptista avalia de maneira positiva o desempenho da Ponte, no empate por 1 a 1 contra o Santos, na tarde dessa quinta-feira (12), no Moisés Lucarelli. Para o treinador foi um combate bem disputado e o resultado mostrou isso. “Foi um jogo equilibrado, com momentos distintos. A Ponte Preta iniciou muito bem, fez o gol, era dona das ações, marcou bem, no finalzinho tomamos o empate. O Santos voltou melhor no segundo tempo, com as alterações conseguimos corrigir retomamos a partida. Um jogo equilibrado, contra uma equipe extremamente qualificada. O importante é que a Ponte brigou, buscou de igual para igual. Ficamos com um a menos de novo, precisamos ajustar isso, mas é um ponto importante. O resultado foi justo para as duas equipes”, comenta.

Baptista acrescenta: “Toda mudança de trabalho gera um desconforto. Nós mudamos um pouco e a intensidade é a minha marca. A Ponte Preta tem que ser um time intenso, de pegada e temos tentado equilibrar as escalações, por conta da parte física, para que possamos ser intensos. E fomos. O Santos é um time que não erra passe e isso desgasta demais o adversário. Tivemos que fechar os espaços, o time sentiu, mas não foi essa a tônica. Aqueles que cansaram mais nós conseguimos trocar, corrigir e conseguimos acabar bem o jogo, novamente com um a menos. A intenção é que o time seja intenso do começo ao fim.”

O treinador destaca o trabalho feito pelo volante Naldo, autor do gol da Ponte na partida. “O Naldo era uma aposta nossa, com essa chegada mais à frente. Nós sabíamos que o Santos joga com os dois volantes e o Lucas Lima, que baixa um pouco para jogar. Então são quase três homens articulando a equipe. O Naldo é um cara de força, que conseguiria diminuir isso. Eu não tinha o Wendel, nem o Elton e o Jadson fez só dois treinos. Para a posição o Naldo era a nossa opção e ele fez bem. Dei liberdade para ele, no segundo tempo o troquei de lado, mas ele foi bem. Finalizou, vem entendendo nossa proposta, e aos poucos os atletas estão comprando a ideia”, valoriza.

O comandante enfatiza a sequência difícil que a Ponte vem enfrentando. “Pegamos os quatro melhores times do país. Pegamos o Flamengo veio o Cruzeiro, que era o vice-líder até começar o jogo e pegamos o Santos, que agora é vice-líder, e vamos enfrentar o Palmeiras, que é muito forte. Temos que ter equilíbrio, tranquilidade, para não achar pelo em ovo e começar a fazer mudanças. Estamos em um caminho, enfrentando os adversário de igual para igual”, diz.

Ele acrescenta que, caso a situação da Macaca na tabela piore em decorrência da ausência nos jogos do fim de semana (a Ponte já teve a partida contra o Cruzeiro adiantada), não gá razão para desespero. “Não vamos jogar nesse final de semana e se acaso entrarmos na zona de rebaixamento, será igual na rodada contra o Flamengo. Temos até a 38ª rodada para fazer o nosso melhor. O que me importa é performance, a disposição dos atletas, a organização, principalmente nesses jogos pesados e é isso que temos buscado. Precisamos ganhar, pontuar, mas só vamos conseguir sair dessa situação se tivermos um bom rendimento”, acredita o técnico.

Baptista também vê como positivo o fato de ter um próximo jogo apenas na quinta-feira da semana que vem. “Primeiramente vamos descansar os atletas e aí sim poderemos trabalhar. Tem alguns quesitos que vamos melhorar, principalmente quando retomamos a bola. Poderemos ser mais eficientes, ser melhor distribuído e são coisas que podemos acrescentar. Não dá para fazer isso em um estalar de dedos e quando se tem esse tempo para treinar, ele é muito importante”, explica.

O técnico revela que se entrega totalmente ao trabalho que, para ele, é a tarefa maior de sua história. “Vim para o maior desafio da minha carreira. Não foi o Palmeiras, não foi o Sport, quando eu subi. Eu aceitei o maior desafio da minha carreira. Neguei quatro convites para estar aqui. Aceitei aqui e me entreguei de corpo e alma. Tenho um carinho muito grande pela Ponte e eu gosto de desafios. E temos trabalhado. Acredito que na 38ª rodada entraremos contentes e com o nosso objetivo cumprido”, destaca.

Outro ponto importante que o treinador faz questão de enaltecer  é a presença do público no estádio, apoiando a equipe até o final. “A torcida foi maravilhosa de novo. Isso é importante. O time saiu aplaudido depois do jogo. Tem algumas críticas e isso é natural. Mas a torcida está comparecendo. Foi maravilhosa a presença dela e só assim que iremos sair”, completa.

 

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