Brigatti enaltece espírito de luta em vitória contra o Sport e acredita em melhora da equipe sob o comando de Eduardo Baptista

Foto:PontePress/FábioLeoni

Após a vitória da Ponte por 1 a 0 sobre o Sport/PE, na noite dessa quarta-feira (20), pela Copa CONMEBOL Sudamericana, o auxiliar técnico João Brigatti avaliou de forma positiva o desempenho da equipe. Interino na partida, o comandante gostou do espírito de luta que viu dos jogadores, apesar de eliminação na competição.

“É um grupo com o qual sinto orgulho de trabalhar. Me emociona demais. Nós perdemos no sábado para o Atlético Goianiense e fomos dormir umas 5 ou 6 horas da manhã. Reunião em cima de reunião. No domingo, fui fazer uma caminhada de manhã e, quando ganha, parece que as pessoas não te reconhecem, mas quando perde, fazem questão de vir, de conversar e é só assunto relacionado ao futebol. Dizem que o time da Ponte não está bem, que está sem pegada e tudo isso que envolve”, revela.

Brigatti acrescenta, concluindo o pensamento: “Contra o Sport foi totalmente diferente. Nós encarnamos o espírito da Ponte Preta do que é jogar aqui. Nada mais do que isso. Não conseguimos a classificação por pouco. Temos que ficar satisfeitos pela atitude e coragem que teve o elenco de jogar. Isso nos dá um alento muito grande, porque estamos em uma situação muito difícil no Campeonato Brasileiro, mas com essa disposição e coragem de jogar a Ponte Preta não será rebaixada. Podem ter certeza. Com a chegada do Eduardo Baptista as coisas vão se acertar novamente e vamos ter um rumo diferente dentro desse campeonato.”

Brigatti diz o que acredita que foi decisivo para essa mudança de atitude do jogo anterior para o de ontem. “Eu fiquei preocupado com o treinamento que nós fizemos., não deu liga, não deu certo e eu relatei a eles na palestra, que se nós jogássemos o que foi treinado iríamos passar vergonha novamente aqui. A chegada do Eduardo Baptista e a conversa que tivemos na palestra, e também jogar com a torcida, porque teve essa disposição e garra, fez o time ser incentivado os 90 minutos: essa foi a diferença. Aqui não tem mágica. Ou você rala, ou não consegue vencer. Dou parabéns a cada atleta, porque nessa noite vimos a cara da Ponte”, ressalta.

Sobre o jogo em si, o auxiliar explica que teve que substituir o meia Renato Cajá no intervalo, mesmo o camisa 10 ter tido um bom rendimento na primeira etapa. “O Cajá estava fazendo uma excelente partida. Até mesmo quando o Nino foi expulso ele veio compor o lado direito, só que não tinha mais como trazer ele para o segundo tempo. Ele sentiu um pouco a lesão, o cansaço e tive que por o Claudinho para fechar a descida, principalmente a ala esquerda do Sport.”, diz.

Brigatti fala ainda sobre o cartão vermelho recebido por Nino Paraíba. “Se não fosse a expulsão do Nino teríamos um outro jogo no segundo tempo e poderíamos ter êxito, mas infelizmente são coisas do futebol. E acho que a Ponte não perdeu aqui, mas sim em Recife, pela atitude que nós não tivemos ou por alguma coisa que aconteceu. Nessa noite saímos vitoriosos. Se tivéssemos conquistado lá um empate ou 1 a 0, teríamos a classificação em mãos”, reforça o treinador, que comenta ainda o estilo energético de conduzir os atletas.

“Quando a equipe não demonstra uma pegada é porque falta raça. Quando vem um pontepretano de coração, que tem orgulho de trabalha nesse clube, que sofre e coloca tudo para fora, é o que eu sinto na verdade. Logicamente que eu não sou bobo, eu faço tudo isso de forma consciente. Eu jogo com o time. Tem que ter um equilíbrio, mas é o que queremos dos atletas. Equilíbrio, mas pilhado e com essa vontade de vencer”, finaliza.

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