DM e Renato Cajá falam sobre joelho do jogador: meia inicia transição para o campo

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O técnico Gilson Kleina ganha mais um reforço nesta semana de treinamentos visando à partida contra o Atlético Mineiro no próximo domingo (27), no Majestoso: o meia Renato Cajá realiza a transição físico/técnica e estará a disposição do treinador para o próximo compromisso. O chefe do Departamento Médico da Associação Atlética Ponte Preta, Roberto Nishimura, fala sobre a lesão do meia e o tratamento pelo qual o atleta está passando, desmentindo boatos sobre uma suposta necessidade de cirurgia.

“O Renato Cajá está em tratamento por causa de uma inflamação no joelho. le tem uma tendinite patelar no joelho esquerdo e geralmente essa inflamação ocorre devido a uma sobrecarga mecânica. Um pouco antes do jogo contra o Santos, nas quartas do Paulista, ele teve uma lesão muscular nessa mesma coxa, da qual teve umas cinco, seis semanas para cicatrizar e recuperar. Quando houve o retorno dele, na sequência de treinos e jogos, o tendão começou a reclamar", diz.

Nishimura explica que quando xiste uma inflamação no tendão, obviamente o rendimento também começa a ter prejuízo. "A dor começa a prejudicar o desempenho, foi quando o Renato nos procurou e o melhor tratamento para tendinite nível um é repouso. Então ele ficou por duas semanas em tratamento fisioterápico. E ao mesmo tempo fazendo um reforço muscular. Hoje ele está praticamente sem dor, isso permite que ele comece a fazer atividades no campo. No sábado ele já participou de uma atividade junto com o elenco. E nesta semana está fazendo a transição físico, técnica. Eu acredito que não terá mais nenhum problema”, explicou.

Nishimura ressalta o trabalho de prevenção feito pelo clube. “No estágio um, como o caso de Cajá, a tendinite é reversível. A medicina esportiva dispõe de várias técnicas antes de chegar na cirurgia. A partir do momento que se está no campo, está sujeito a sofrer as lesões. Ele está em uma fase de transição física. São várias etapas. Não tem como estimar um prazo. Ele está liberado a partir dessa semana. Quando a gente tem um trabalho de prevenção igual ao que fazemos aqui no clube, diversos casos que já passaram por aqui, nós conseguimos controlar com fisioterapia, com manutenção e fortalecimento", explica.

O médico conta que Fernando Bob também está em fase de transição. "Ele está em uma semana a frente do Renato Cajá, vai seguir a programação, fazendo as atividades no campo, é a resposta dele que vai determinar a participação no jogo. A transição é para que a gente tenha essa segurança, de checar se o atleta está apto para jogar."

Quanto a João Vitor , acrescenta Nishimura, a cirurgia realizada foi para salvar a cartilagem do joelho. "Foi uma técnica, padrão ouro, um dos mais modernos em tratamento de cartilagem. Isso exige um tempo sem colocar o pé no chão. Ele já está com o movimento do tornozelo igual era antes. Ele está dentro do programado."

Dores de Cajá

O meia Renato Cajá fala sobre as dores que sentia que o incomodavam durante as partidas. “Eu já vinha sentindo muitas dores. Essa tendinite ficou bem forte. Foi acumulando, treino, mais treino e foi piorando. Graças a Deus fiquei duas semanas tranquilo, só tratando para voltar bem. Já voltei a treinar, agora com o grupo hoje. Quando a perna começava a esfriar, já começava a sentir dor. Era mais no segundo tempo. Futebol vive com isso aí. Você fica limitado de algumas ações. Agora já acabou, é treinar forte para que a gente tenha uma sequência boa. Praticamente eu cheguei aqui com isso. Fui tratando, mas acumulou, a inflamação ficou mais forte. Você acaba se acostumando com a dor”.

Cajá demonstra confiança na equipe para sair da parte debaixo da tabela e buscar objetivos maiores. “Tenho certeza que vamos dar a volta por cima. O time vai encaixar. Marcação mais em cima. Estamos aceitando muito os caras com a bola no pé. A gente precisa levar esse time pra frente, não deixar os caras chegarem fácil no nosso gol. Sair na frente nos jogos, não levar gol besta. Se a gente fizer isso vamos alcançar nossos objetivos. A equipe toda tem sua parcela de responsabilidade. Eu busco fazer a minha melhor função. Nesses últimos jogos consegui jogar até bem. Espero agora na volta render bem mais, jogar mais solto, render o esperado, ajudar com gols e passes. E buscar algo mais, uma libertadores. Vamos sair dessa posição e depois buscar objetivos maiores”.
 

Cajá espera treinar bem durante a semana para ajudar a equipe contra o Atlético-MG. “Espero treinar bem essa semana, trabalhar forte e ajudar a equipe, se o Kleina optar por mim. O mais importante é estar a disposição. Vai ser um jogo bom para sair na frente. O adversário vem pressionado pela sua torcida. Vamos dar um passo importante na tabela. Meu propósito dentro do meu coração é chegarmos na Libertadores. Vamos sair dessa zona de perigo, buscar os quarenta e cinco pontos e buscar algo mais”, finalizou. 

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