Kleina dedica a goleada à torcida, ressalta força do trabalho do grupo e diz que jogo de quarta foi divisor de águas para a Ponte no Brasileiro

Foto:PontePress/FábioLeoni

A goleada por 4 a 0 sobre o Coritiba, na noite dessa quarta-feira (19), trouxe alegria não só para o torcedor, mas também para todo o grupo da Macaca. Após cinco jogos sem vitória, a conquista dos três pontos foi muito comemorada e o técnico Gilson Kleina destaca o quanto todos estavam mobilizados para dar a volta por cima na competição.

“Todos nós trabalhamos muito forte para esse jogo. Sabemos que no futebol, quando o resultado não vem, começa a se fomentar muita coisa e isso pode até interromper um trabalho que a cada treino e jogo queremos solidificar. Na palestra antes da partida de ontem eu disse aos atletas que eles tinham que estar muito focados. Se errássemos passes ou saíssemos atrás podia destemperar como aconteceu contra o Bahia e expliquei para termos esse entendimento, essa leitura, para que não deixássemos de competir e de acreditar”, explica.

O treinador reforçou que as conversas com o grupo tiveram grande peso. “A vitória passou muito por esse lado emocional forte. Nosso ataque não vinha fazendo gols e neste jogo praticamente todos os atletas da frente fizeram. As estreias também foram fundamentais e elogio toda a diretoria, que trouxe jogadores importantes e pontuais. No momento em que tivemos dificuldades, o Aranha fez grandes defesas. A equipe foi forcada o tempo todo, em momento algum deixou de brigar, de combater, e vejo vários pontos positivos nesse jogo. Venceu e me convenceu”, ressalta.

O comandante alvinegro faz questão de registrar um agradecimento aos torcedores ponteprentanos, inclusive ao grupo que conversou durante a semana com os atletas. “Normalmente este é um momento de cobrança Áspera, até descabida e que passa às vezes passa a  agressão, porém fomos cobrados com inteligência e incentivo, por isso dedico a goleada à torcida”, diz.

Kleina  acredita que a vitória veio para mudar a trajetória da Ponte na competição. “Entendo que esse jogo foi um divisor de águas. Que possamos agora navegar em águas calmas, que o fortalecimento desse grupo faça com que tenhamos uma sequência de resultados positiva. O psicológico é tudo: às vezes você recebe o diagnóstico de uma doença ruim e a tua mente te cura, e em outras pode fazer você se entregar. Nós mobilizamos esses jogadores, esclarecemos alguns pontos, eles participaram, desabafaram e acho que são fatores assim que levaram a equipe há um comportamento tão forte nesse jogo. Fizemos com méritos os quatro gols”, enaltece o comandante, que revela um pouco do papo que teve com os atletas antes da vitória.

“Falar de nós é difícil, mas eu sempre trabalhei de forma transparente e nunca deixei de falar nos olhos deles. Às vezes cobrando um pouco mais forte, mas sempre falando a verdade. Na reunião que tivemos, uma das coisas que eu disse a eles foi que no futebol tudo pode acontecer, mas que eu estava e estou com eles até o final. Disse que ninguém devia deixar de fazer o que nós vínhamos fazendo, o trabalho que estamos exercendo, e que o sentimento com o qual eu ia para o jogo é de muita confiança. Afirmei que mão queria ninguém cabisbaixo, porque o trabalho não está errado”, conta.

O treinador finaliza enfatizando que acredita na manutenção da nova postura. “Fizemos três bons primeiros tempos e nos segundos tempos, contra Corinthians, Bahia e Grêmio, nós perdemos os jogos. O que deixou a situação ruim foi a derrota para o Bahia em casa, e eles venceram o Atlético Mineiro fora nessa rodada. Espero que possamos retornar e que criemos uma sequência positiva de resultados”.

 

 

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