Gerente de Futebol Gustavo Bueno fala sobre planejamento e reforços para o Brasileiro

Foto:PontePress

Em entrevista à imprensa nesta semana, o gerente de Futebol Gustavo Bueno falou sobre o planejamento da Ponte Preta, os reforços para o Brasileiro e o desempenho do time neste ano. Confira a seguir os principais trechos abordados na entrevista:

Planejamento e objetivos no Brasileiro

Dentro do nosso planejamento, sempre deixamos claro que o primeiro objetivo nosso é a manutenção e depois virão objetivos mais importantes. Se analisarmos por esse primeiro objetivo, nós nunca ficamos na zona de rebaixamento, então a gente pode dizer que a campanha é satisfatória. Às vezes a gente só valoriza o empate quando a gente perde e no último jogo contra o Avaí, por exemplo, temos que levar em conta que  você pega um adversário que vem de uma vitória fora. Nós com cinco desfalques, como o Juninho frisou bem para vocês. Um jogo difícil, duro, eu acho que foi um jogo equilibrado. Acho que o empate foi bom para nós. É um confronto direto. Se vencermos em casa nós faremos quatro pontos em seis. E o adversário apenas um ponto.

Peças de reposição/reforços no elenco

Acredito que o que nós temos, dentro da nossa realidade financeira, que é uma das  três menores folhas do Campeonato Brasileiro da Série A, um elenco bom. Se formos comparar com outras equipes que tem uma folha quatro, cinco vezes melhor e está capengando lá embaixo, então a gente não pode menosprezar o nosso elenco, pelo contrário. A gente não pode querer que a Ponte tenha um elenco como o Flamengo, Palmeiras e Cruzeiro, que têm uma realidade dez vezes maior que a nossa. Mas acredito que precisamos, sim, fortalecer. Às vezes se fala muito do nove. É importante deixar claro que esse nove, você tem adequar o que tem no mercado e a condição financeira. E hoje não tem. Nós estamos buscando. No ano passado nós não tínhamos um nove de referência. O Pottker joga pelo lado. O ano retrasado tinha o Borges que não era titular. O grande problema da Ponte não é não ter um camisa nove. A Ponte Preta em uma série A de Campeonato Brasileiro não propõe jogo. Ela joga no contra ataque. O modelo de jogo que vem dando certo nos últimos anos é uma equipe que tem velocidade do meio pra frente. Às vezes, se a gente tiver um nove, a gente pode perder essa velocidade. E o Sheik vem fazendo muito bem essa função. Acredito, sim, que precisamos reforçar o setor ofensivo. Nós perdemos o Pottker e o Clayson. Então precisamos trazer atacantes, isso não significa que ele seja um atacante de área. Está vindo um jogador, provavelmente chega nesta quarta-feira (hoje). É um atacante que faz lado, com características próximas a do Clayson e do Pottker, isso não significa que seja igual. É um jogador que vem de fora. Precisa ter um pouco de calma. Tem a mudança cultural, metodologia de jogo. É um jogador jovem que a gente acredita muito e vem acompanhando. E vem pra fortalecer o nosso elenco. Estamos também buscando um outro atacante que faça essa parte mais central da área, não precisa ser um pivozão, um nove parado, mas um jogador com essas características. Nós estamos atentos ao mercado. Tentamos duas ou três peças de jogadores que estão em equipes e não estão tendo sequência de jogo, não conseguimos trazer. Ou por questão financeira, ou porque o clube não liberou ou porque o jogador para vir exige um contrato de três anos e isso inviabiliza o negócio. O que posso dizer para nossa torcida é que não estamos parados. Nós estamos em busca de dois atacantes. Um deve chegar essa semana e mais um para fortalecer ainda mais no nosso elenco. 
 

Nomes de atacantes

Dos atacantes que nós tentamos, eu costumo preservar os nomes, um vazou, que era o Vizeu, terceiro atacante do Flamengo, é bom frisar isso. E o Flamengo não liberou de jeito nenhum. E fora a Ponte, mais umas dez equipes queriam o Vizeu. Infelizmente a gente não conseguiu. Esse sim é o perfil. A gente não pensa em trazer por trazer para inchar o elenco. O Luís Henrique, nome que foi cittado pela mídia, eu não vejo ele como centroavante de área. Não é alto e não faz esse pivô. Ele é mais de mobilidade. Não é o nome que a gente busca nesse momento. Com relação a esse jogador que está chegando é um jogador boliviano, é jovem, tem 23 anos, tem passagem pela Seleção, Temos acompanhado através do nosso departamento de análise. Temos informações e pessoas que trabalharam com o jogador

Balanço da performance na competição

Se você me perguntar se eu prefiro ter 20% de aproveitamento fora de casa e vencer todas as partidas em casa e classificar para a Sulamericana ou Libertadores, eu iria falar para você que eu prefiro. Tem times que tem aproveitamento bom fora e tem dificuldades de ganhar em casa. Eu não vejo por esse lado. É claro que a gente quer ganhar fora. É claro que incomoda ficar um ano sem ganhar fora. Mas temos que ver pelo outro lado também. Em nenhum momento passamos pela zona de rebaixamento. Estamos à frente de equipes com orçamento no mínimo oito vezes maior que o nosso. Não gosto de citar nomes, clubes que estão tento dificuldades. A Ponte hoje é a terceira menor folha da Série A. Não é fácil. Temos muitas dificuldades. Estamos fazendo um Campeonato equilibrado e tem que valorizar o elenco. No ano passado acho que só teve três rodadas que tivemos um momento melhor do que esse ano. O coordenador técnico Ricardo Almeida fez esse levantamento. É claro que chegando essas peças, esperamos uma resposta positiva e vamos trabalhar para terminar melhor ou igual ao ano passado.

Renovações

A gente tem conversado com a diretoria a respeito de algumas situações. A gente tem que ter cuidado em um grupo com trinta atletas. Porque se você procura um, dois, três e não fala com outro, começa a criar um desgaste necessário. Então às vezes conversamos com o empresário e o atleta não fica nem sabendo. Tem algumas peças que pensamos em manter para o ano que vem. Na hora certa e no momento certo vamos concretizar. A Ponte não vai dar o passo maior que a perna. Não vamos fugir da nossa realidade. A situação lembrada pela mídia sobre o Roger, por exemplo: ele não ficou porque recebeu uma proposta maior do Botafogo. Foi pela questão financeira.

Nino Paraíba

Claro que há interesse na permanência do Nino. O próprio rendimento do Nino no Campeonato, ano passado ele foi o segundo ou terceiro que mais atuou pela camisa da Ponte, credencia isso. Tem dois grandes clubes atrás do Nino, porém dDa mesma maneira que o Nino tem interesse em ficar nós temos interesse que ele fique. 

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