TC10+

palavra do presidente

O Clube > Diretoria Executiva > Palavra do Presidente
  • Tamanho da Letra
  • A+
  • A-
  • Imprimir
Márcio Della Volpe

Vanderlei Pereira

Discreto e eficiente. Estas duas palavras descrevem com perfeição o diretor financeiro da Ponte Preta, Vanderlei Pereira, que na noite deste 4 de dezembro deverá se tornar o 55º presidente pontepretano. Braço direito do presidente Sérgio Carnielli, de quem está ao lado desde a primeira gestão em 1997 e antes disso em negócios de ambos os empresários, Vanderlei é uma das pessoas que mais conhece a Macaca, dentro e fora do campo, até porque passam por ele todas as necessidades e investimentos do clube. Na diretoria que vinha ocupando até agora, nenhum jogador, por exemplo, poderia ser contratado sem o aval final dele.

Apesar de todo conhecimento e de ser peça vital no bom funcionamento da Ponte até hoje, Vanderlei é avesso às luzes da ribalta. Não porque não goste de falar: quem já teve a oportunidade de conversar com ele, principalmente se o assunto é futebol, sabe que o dirigente é bom de prosa e se depara com um sujeito de fala tranquila e pensamento rápido, observações precisas e capaz de subir o tom de voz quando é necessário. Por outro lado, é daqueles que preferem fazer mais e falar menos, trabalhar muito e aparecer pouco. Tanto que já avisa: “Prefiro ficar fora dos holofotes. Tanto que já pedi a nosso vice Giovanni Dimarzio que faça toda a parte de atendimento à mídia, contatos com a CBF e a FPF e, enquanto isso, vou continuar me dedicando 24 horas por dia à Ponte Preta”.

Administrador de empresas formado, Vanderlei atuou em cinco delas (dentre as quais a Tecnol, na qual trabalhou por mais de três décadas) e tem uma visão abrangente dos negócios, passando não só pelo financeiro como também planejamento, produção e marketing. “É preciso ter uma visão ampla para tocar uma empresa , e a Ponte não deixa de ser uma. A maioria dos clubes brasileiros hoje é insolvente porque não pensa como empresa, não tem um pensamento básico: a receita tem que ser igual ou maior que despesa. Não adianta querer ser simpático, legal, trazer o Messi e três meses depois estar com todos os salários atrasados e perder patrimônios do time na Justiça. Não quero ser esse cara que vai entrar na Ponte e macular a imagem que ela tem e que levamos tanto tempo para conquistar. Hoje no cenário nacional a Ponte é conhecida como boa pagadora, cumpre o que fala”, diz.

Para o novo presidente alvinegro, controle financeiro e crucial para o futuro do time. “A Ponte não teria grandes problemas, por exemplo, para trazer atletas de 300 mil por mês, nem vai se atrever a fazer isso. Dá para montar um time competitivo com muitos atletas ganhando vinte ou trinta. Fizemos isso e fomos vice-campeões na Sul Americana, subimos pra série A e batemos na trave do título da B, e podemos montar um bom time no Paulista e até ganhar o título”, pontua.

Voltar
SMS Receba promoções e resultados
Newsletter Digite seu e-mail para receber nossa newsletter