Vanderlei Pereira

Vanderlei Pereira

2015 a 2018

Discreto e eficiente. Estas duas palavras descrevem com perfeição Vanderlei Pereira, 55º presidente pontepretano. Braço direito do presidente Sérgio Carnielli, de quem esteve ao lado desde a primeira gestão em 1997 e antes disso em negócios de ambos os empresários,antes de asumir a presidência Vanderlei foi diretor financeiro do clube por diversos anos e passaram por ele todas as necessidades e investimentos da instituição. 

Apesar de todo conhecimento e de ser peça vital no bom funcionamento da Ponte até hoje, Vanderlei dicou conhecido por ser avesso às luzes da ribalta. Não porque não goste de falar: quem já teve a oportunidade de conversar com ele, principalmente se o assunto é futebol, sabe que o dirigente é bom de prosa e se depara com um sujeito de fala tranquila e pensamento rápido, observações precisas e capaz de subir o tom de voz quando é necessário. Por outro lado, é daqueles que preferem fazer mais e falar menos, trabalhar muito e aparecer pouco. 

No futebol, a  maior marca da gestão de Vanderlei foi o Campeonato Brasileiro de 2016, no qual a Ponte conquistou seu melhor resultado da história dos pontos corridos, terminando em oitavo lugar - no ano seguinte, a Macaca também disputaria a final do Paulista contra o Corinthians, ficando com o vice-campeonato.

Fora do campo, a marca de Vanderlei foi a austeridade administrativa e financeira, um legado que vanderlei deixou para as admiistrações seguintes. “É preciso ter uma visão ampla para tocar uma empresa , e a Ponte não deixa de ser uma. A maioria dos clubes brasileiros hoje é insolvente porque não pensa como empresa, não tem um pensamento básico: a receita tem que ser igual ou maior que despesa. Não adianta querer ser simpático, legal, trazer o Messi e três meses depois estar com todos os salários atrasados e perder patrimônios do time na Justiça. Não queria ser esse cara que vai entrar na Ponte e macular a imagem que ela tem e que levamos tanto tempo para conquistar. Hoje no cenário nacional a Ponte é conhecida como boa pagadora, cumpre o que fala”, dizia.

Apesar de ter direito de concorrer a eleição, Vanderlei preferiu não o fazer. “A Ponte exige dedicação 24 horas por dia e foi isso que fiz durante os anos em que fui presidente, porém tenho que me dedicar um pouco mais agora a projetos profissionais e pessoais, e seria injusto continuar à frente da presidência sabendo que não poderia me empenhar como penso que a instituição e o time merecem”, disse ao anunciar que não se canditaria mais ao cargo. 

 


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