Napoli irá ressarcir Ponte Preta em mais de R$ 2 milhões por Leandrinho

Publicado em: 12/01/2017


O imbróglio envolvendo o atacante Leandrinho, que começou em janeiro de 2016,  finalmente chegou ao fim: o próprio atleta, que não queria mais atuar pela Ponte Preta (equipe pela qual tinha contrato), optou por assinar com a Società Sportiva Calcio Napoli  e aequipe italiana, por sua vez, irá ressarcir a Macaca em 600 mil euros (pouco mais de R$ 2 milhões) pelos valores investidos pela equipe alvinegra na formação do garoto.

“O presidente Vanderlei Pereira e eu estivemos pessoalmente na Itália, reunidos com o diretor geral do Napoli, e após longa negociação conseguimos o ressarcimento, que será pago em fevereiro para a Ponte. Uma  vez que o atleta claramente não queria mais atuar pela Ponte e optou pelo time italiano, nós empreendemos todo o esforço para que a Ponte tivesse seus direitos respeitados e, assim que os valores forem ressarcidos, iremos retirar a ação em curso na Justiça Trabalho”, conta Gustavo Valio, diretor financeiro da Ponte.

Entenda o caso

O meia-atacante Leandro Henrique do Nascimento, o Leandrinho, deveria ter se apresentado no início de 2016 com os demais atletas do elenco profissional pontepretano, mas não o fez. Na época, surgiram boatos de que o atleta estaria na Europa (nos mais diversos países, dependendo da fonte), que não tinha mais contrato com a Ponte, que teria assinado contrato bilionário com outra equipe.O  fato real, porém, era que o atleta não estava cumprindo seu contrato e não estava em Campinas quando deveria estar.

A Ponte é clube formador com certificado expedido pela CBF e Leandrinho tinha contrato de formação com a Ponte Preta. A Lei Pelé garante que o direito de fazer o primeiro contrato profissional é do time formador enquanto durar o contrato de formação que o clube tem com o atleta. A mesma lei determina que, se isso não for cumprido, o clube tem de receber uma indenização.

Além disso, pelas regras em vigor da FIFA, até fazer 18 anos – idade que Leandrinho completou em 11 de outubro de 2016 -  o atleta teria que jogar, seja como profissional ou amador, em uma equipe nacional  (e o contrato vigente dele era com a Ponte Preta). Só quando atingisse a maioridade o jogador poderia se transferir para um time de futebol do Exterior, caso recebesse e aceitasse proposta de uma equipe estrangeira.

Em junho do ano passado, a juíza Rosana Fantini, da 8ª Vara do Trabalho de Campinas, deferiu liminar que determinava que o meia-atacante só poderia assinar contrato como profissional com a Associação Atlética Ponte Preta. O jogador já estava há pelo menos um ano sem atuar e o caso ainda poderia se desenrolar por anos na Justiça, razão pela qual o ressarcimento negociado acabou se mostrando a melhor solução.


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