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Ponte apoia Futebol de Amputados: equipe especial da Macaca disputará Copa do Brasil da categoria

Publicado em: 18/03/2017

Desde muito pequeno o hoje procurador Mauricio Mendes de Souza Junior, o Juninho, sonhava em jogar futebol. Porém, diferente de boa parte dos meninos de sua idade, ele nasceu com uma deficiência na perna, chamada de fêmur esquerdo curto congênito. Há cinco anos, porém, Juninho encontrou uma modalidade pouco conhecida no Brasil, o Futebol de Amputados e não só realizou seu sonho como foi além: com apoio da Ponte Preta, conseguiu montar um time que leva o nome da Macaca e ainda vai disputar com a equipe a Copa do Brasil da categoria, que será realizada em Cosmópolis de 28 de abril a 1º de maio de 2017.

“Desde criança sempre joguei bola com os amigos e, como todo brasileiro, meu sonho era ser jogador de futebol, porém devido à minha deficiência pensava que isso nunca seria possível, até conheci o futebol de amputados pelo you tube e procurei onde poderia encontrar aqui na região. O local mais próximo que encontrei foi em Mogi das Cruzes, onde conheci o Projeto SMEL Mogi Só Vida, coordenada pelo atleta e vice Presidente da ABDF Rogerinho. Nossos treinamentos eram toda quarta e sábado, porem eu não conseguia ir sempre devido ao meu trabalho e as viagens para Mogi das Cruzes acabaram ficando custosas e muito cansativas”, conta.

Juninho, então, resolveu trabalhar para implementar a modalidade na Região Metropolitana de Campinas. “Há mais ou menos 2 anos comecei a implantar o Projeto do Futebol de Amputados aqui na região, montando a Equipe Cosmocity FA, e desde então vinha tentando firmar uma parceria com algum time profissional. Por meio do dr. Dr Hésojy Gley, que trabalha na Ponte, conseguimos contato com a diretoria, fui muito bem recebido e de imediato começamos a alinhar a parceria”, conta, acrescentando que inicialmente, a Macaca está ajudando a equipe com uniformes e a utilização da academia alvinegra.

O projeto – que hoje envolve 11 atletas próprios e alguns do Instituto R9 – tem apoio da Associação Regional de Atividades Adaptadas. Apesar de feliz com a conquista, Juninho quer ir mais longe e conquistar reconhecimento oficial ao Futebol de Amputados. “Apesar do grande crescimento da modalidade em todo o país e no mundo, ainda estamos lutando para que se torne paraolímpica, pois como ainda não é torna-se difícil empresas e associações enxergarem a oportunidade de difundirem suas marcas e evidenciar projetos sociais como este”, diz..

No Brasil hoje existem cerca de 15 equipes, com algumas fusões entre instituições e parcerias com times profissionais como, além da Macaca, Corinthians, Audax e Aparecidense.

Estreia com vitória

A Ponte já estreou no Campeonato Paulista da modalidade neste mês de março, e com vitória de dois a zero sobre o Bola Pra Frente. “Os gols foram do nosso camisa 9, o Sapão, e do camia 4 Tico. Nosso próximo jogo é dia 1º de abril contra o Instituto Só Vida, lá em São Paulo. É um campeonato de pontos corridos, onde na final os dois primeiros colocados disputam a taça”, diz Juninho.

Além de Ponte Preta, Bola pra Frente e Instituto Só Vida, os demais times que disputam o Paulista são AMDA, Corinthians e FpA Futebol SP.

O JOGO

A partida é realizada em campo de dimensões Society, com sete atletas, sendo um deles o goleiro. Os jogadores de linha têm que ser amputados ou deficientes de algumas das pernas, sendo obrigatório o uso de uma par de muletas “estilo canadense”. Já os goleiros têm de ser amputados ou deficientes de um dos braços, somente podendo agarrar com uma das mãos.

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