Temporada 2019: presidente Abdalla fala sobre treinador, executivo de futebol, jogadores, negociações de atletas e finanças do clube

Publicado em: 05/12/2018


 

Foto:PontePress/LuizGuilhermeMartins

O questionamento em relação ao jogador irregular do Goiás dominou a mídia nesta semana, mas, apesar de a Macaca estar atenta a questão por meio do Departamento Jurídico, a Ponte segue o planejamento do Futebol para a temporada 2019 independentemente da situação jurídica que se desenha. O presidente José Armando Abdalla Júnior falou amplamente sobre o tema à imprensa e você confere a seguir as principais informações dadas por ele sobre os tópicos abordados em coletiva.

Gilson Kleina

Fizemos uma proposta excepcional e ele ficou de nos dar resposta, esperamos dez dias e o prazo mais recente era sexta-feira passada, depois foi pedido pra esperar até segunda, chegou terça e não tínhamos resposta nem prognóstico de nos próximos dias ele responder se iria ficar ou não.  Infelizmente não dava pra esperar mais, temos a planificação d o futebol em curso e não podemos ficar reféns de uma espera ou até de um possível leilão. Reafirmo que oferecemos algo excepcional, que não posso divulgar por questão de sigilo contratual, mas foi uma oferta muito, muito boa... até absurda diante da nossa realidade financeira, mas que era um reconhecimento pelo grande profissional que ele é, valoriza o que ele pela Ponte. O trabalho que o Gilson fez aqui foi espetacular , a melhor performance do futebol brasileiro deste ano. A intenção inicial era estabilizar a Ponte na série B sem correr riscos e ele fez muito mais que isso, levou o time a uma série invicta de nove jogos e faltou muito pouco pra chegar na série A. Repito que entre os clubes que subiram nenhum suportaria o ano que suportamos, com trauma do descenso, oito partidas sem torcida, três fora de casa e os erros e acertos que tivemos.  Nenhum outro time suportaria isso e se agiria de maneira digna, honrando a camisa até o fim, como nós fizemos, e o Gilson foi fundamental para isso. Mas não temos como ficar esperando, já estamos em dezembro e temos que consolidar os reforços pro time. Nos últimos dez dias diuturnamente solicitamos uma posição ao empresário e sempre foi postergado: “falamos até hoje no fim do dia, hoje à noite, amanhã”. Respeitamos o Gilson e valorizamos o que ele fez, mas todo mundo tem limite e a Ponte não pode ficar à mercê de uma pessoa.

Novo treinador

Como é nosso feitio, não tratamos com um treinador antes de terminar uma negociação em andamento, então iniciamos conversas agora, depois de encerrada a negociação com o Gilson, e esperamos ter um nome em breve.  A mídia fala em Guto Ferreira, Mazola, mas não cogitamos nenhum nome até então, agora é que vamos ver.

Elenco e contratações

Alguns jogadores já foram contatados independentemente do técnico que vier, porque são atletas de potencial, que já vínhamos observando, e se você demora eles acabam livres no mercado e perdemos. Nosso gerente de futebol, Marcelo Barbarotti, está trabalhando nisso com afinco e diariamente, está tudo bem encaminhado.  Temos, claro, atletas que tem contrato conosco mais longo, como nosso goleiro Ivan, e alguns jogadores do elenco que terminou oano estão negociando renovações. O goleiro Vinicius quer continuar na Ponte, estamos em tratativas com Renan e Reginaldo, há possibilidade do Ruan permanecer, e alguns pratas da Casa. E há alguns nomes que estamos fechando que, no mais tardar no início da próxima semana, temos intenção de divulgar.

Ivan no Avaí?

Isso é fakenews. Não existe a mínima possibilidade de o Ivan ir ao Avaí, nem sei de onde surgiu isso, mas é totalmente improcedente.

Perfil de quem vier

A busca que e é por jogadores que se identifiquem com a Ponte, que é um clube com perfil muito peculiar, com camisa respeitada em todo cenário nacional e pesada para maioria dos jogadores.  Então o atleta tem que se inserir no DNA da Ponte, essa é a característica.

Diretor e Executivo de Futebol

Estamos estudando isso. Estatutariamente temos que ter um diretor e, em tese, qualquer membro da diretoria pode acumular a função estatutaria, mas estamos voltados a criar algumas modificações no departamento de futebol e também na base, para incrementar ainda mais a metodologia. Pretendemos ter o Executivo de Futebol além do gerente, Marcelo, porque é muita tarefa para uma pessoa sozinha, tem que ter outro pra ajudar neste sentido. Queremos ter isso definido também até o final da semana que vem.

Finanças

Neste mês já não há mais campeonato, a maioria dos contratos terminou em novembro e até novembro nossas contas estão rigorosamente em dia. Em dezembro não há aporte externo de CBF, de Federação e outros, é um mês atípico, então temos que saldar algumas dívidas e estamos nos movimentando pra isso. Fomos muito bem neste ano e conseguimos saldar aproximadamente  10 milhões em dívidas do passivo do ano passado. Claro que  isso fez falta pro desenrolar do ano, mas estamos chegando ao final do ano em condições muito melhores que no final o ano passado, inclusive na parte estrutural com o novo CT em Barão Geraldo, a Toca da Macaca lá no EuroAmérica. O SUB já está treinando lá, o SUB23 também será lá. Hoje temos esse potencial maior de estrutura, temos à disposição sete campos oficiais contando Eulina , Toca e Estádio, e isso é muito importante. A Ponte é um clube formador e precisa fomentar novos craques, algo que não se faz do dia pra noite. Nós não temos um plano diretor de fazer um grande CT de uma hora pra outra, mas estamos adaptando situações e desenvolvendo a médio e longo prazo.

Venda de atletas

É um fato conhecido que a Ponte não tem capacidade de enfrentamento financeiro que os ditos grandes clubes, eles estão num patamar financeiro muito mais elevado. Somos um clube formador e eventualmente a instituição precisa de seu s ativos para fazer frente a suas despesas . Todos sabem que herdamos o ônus e o bônus quando assumimos a direção da Ponte neste ano, isso faz parte em qualquer equipe, e times que se classificaram, como o Avaí, estavam com salários atrasados enquanto nós estamos mantendo nossas finanças em dia. Num futuro próximo não temos essa necessidade de vender atletas, mas em geral anualmente temos que vender um ou dois. Neste ano vendemos o Emerson, que saiu por R$ 8,5 milhões, uma quantia muito boa. E também negociamos o  Felippe Cardoso , o valor foi aquém até porque ele estava em transição vindo do Departamento Médico. O Santos pagou R$ 3 milhões, dos quais recebemos à vista R$ 2,2 milhões – usamos parte deste dinheiro pra comprar mais 20% do passe junto ao time de origem, ainda temos essa porcentagem. O Santos pagaria ainda duas parcelas de 400 mil e o contrato estipula que se a primeira não fosse paga, em novembro, automaticamente a segunda também estaria vencida. Com isso, o percentual não pago do passe pode voltar para a Ponte, o que nos favorece muito numa venda futura, ou podemos cobrar o valor. A questão é que estamos há um bom tempo de olho em atletas do Santos, mas eles estão aguardando a definição do técnico para avaliar e ver quem pode liberar, isso[é normal. Muito tempo atrás, por exemplo, nós estávamos tentando trazer o volante Diego Pituca, que não era na ocasião nem relacionado pro banco nos jogos do Santos. Nosso interesse despertou a curiosidade,  o Jair era o técnico e ele começou a figurar nas escalações e hoje é titular. Então hoje temos interesse em alguns atletas, Rodrigão e outros que estão até jogando, e o Santos já demonstrou interesse em nos ajudar neste sentido, então vamos aguardar para concluir esta situação da negociação do Felippe.

Emerson no exterior e Jeferson

Há esta informação não confirmada de que o Emerson teria despertado interesse num clube estrangeiro e que pode ser vendido. A Ponte tem um percentual de 12,5% em caso de venda pro Exterior, se ela ocorrer até o final da próxima janela de venda internacional, o que seria o caso se isso se confirmar. Mas temos também um bom relacionamento com o Atlético e caso ele seja vendido após este prazo, inclusive, o Atlético gostaria de nos ajudar de outra forma, até com jogadores que temos interesse. Vamos aguardar. Quanto ao Jeferson, terminou o empréstimo dele com o Vitória, mas ele não está nos nossos planos, deve seguir para outro clube.

Cotas do Brasileiro no ano que vem

Não está definido, mas de antemão nas cotas vamos reivindicar que sejam definidas como era antes, por mérito pelo ranking da CBF, e não a distribuição igualitária que foi feita no ano passado. Temos mais quatro clubes paulistas e outros da série B que estão do nosso lado nesta demanda, para que os que estão há mais tempo, os que tem um histórico e um patamar melhor, não sejam prejudicados em detrimento de quem está chegando e deve fazer seu próprio caminho. Tem que ser como no Paulista, onde há um dispositivo em que quem está há mais tempo na A1 tem um tipo de cota melhor em relação a quem está chegando.


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