Luto no futebol: morre Nicanor de Carvalho, ex-ponta direita, preparador físico e técnico da Ponte Preta

Publicado em: 28/11/2018


O futebol brasileiro está em luto. Morreu aos 71 anos nesta quarta (28) Nicanor Carvalho Júnior, o Nicanor de Carvalho, que foi ponta-direita e técnico da Ponte Preta, além de ter atuado como jogador e treinador em diversos times brasileiros e no Exterior. Nica, como também era conhecido nos tempos de jogador, estava internado no Centro Médico em decorrência de uma crise de diabetes e sofreu parada cardíaca. Não há ainda detalhes sobre velório e sepultamento.

“A Ponte Preta lamenta muito a morte de Nicanor e se solidariza neste momento difícil com família e amigos”, diz o presidente pontepretano José Armando Abdalla Jr. Nascido em Leme, Nicanor de Carvalho começou a carreira de jogador aos 17 anos, m 1964, na Internacional de Limeira-SP. Em 1966 foi para o XV de Novembro de Piracicaba-SP, onde ficou até o final de 1967, e em 1968 se transferiu para a Macaca.

Com a camisa alvinegra, Nicanor – que também jogava como meia e atacante - foi vice Campeão da então Divisão de Acesso Campeonato Paulista de Futebol  “Por um empate não conseguimos subir naquele ano”, costumava lembrar.  A Ponte seria campeã da divisão em 1969, porém naquele ano Nicanor já defendia o São Paulo FC. De 1970 a 1974, jogou na ponta-direita da Ferroviária de Araraquara-SP e em 1975 defendeu as cores do Remo, de Belém do Pará. Antes de pendurar as chuteiras em campo, jogou ainda como profissional no Miami Toros Soccer Club, de Miami-EUA – foi um dos primeiros atletas brasileiros nos EUA.

Formado em Educação Física pela Federal de São Carlos, Nicanor iniciou carreira como preparador físico na Ponte Preta, inicialmente de 1975 a 1977 – era ele o preparador na histórica final de 1977 – e depois de 1981 a 1983. Ainda como preparador, passou por equipes como Corinthians e São José.  Em 1984, começou a carreira de técnico no Inter de Limeira. Comandou também o Paulista de Jundiaí, Grêmio de Maringá (1985), Atlético Paranaense (1986), Coritiba (1986), São José-SP (1987) e em 1988 chegou à Ponte.

Segundo o jornalista especializado na história alvinegra Stephan Campineiro, Nicanor comandou a Macaca em 92 partidas, sendo o 12º na lista dos que mais dirigiu a alvinegra.Depois dirigiu ainda o Santos (1989) e o Guarani em 1990. Em 1991 foi para o Japão. Lá comandou o Fujita FC (1991/93), o Bellmare Hiratsuka (1994/95), o Kashiwa Reysol (1996/97) e o Verdy Kawasaki (1998). Voltou ao Brasil e ainda comandou outras equipes como o América de São José do Rio Preto (2001), Botafogo de Ribeirão Preto (2002) e o Rio Branco de Americana-SP (2003). Encerrou a carreira em 2006, como treinador do Bragantino, e desde então vivia em Campinas, no bairro Cambuí.


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