70 anos do único estádio do Brasil construído pela torcida: parabéns, Majestoso! Relembre a história do estádio da Macaca

Publicado em: 12/09/2018


Sete décadas de vida, e que vida! O estádio Moisés Lucarelli, único do Brasil que foi construído pela torcida,  completou neste dia 12 de setembro setenta anos de funcionamento. Sim, funcionamento, pois a casa da Associação Atlética Ponte Preta foi inaugurada oficialmente em 12 de setembro de 1948. A história, porém, começou antes disso, quando os amigos Olímpio Dias Porto, José Cantúsio e Moyses Lucarelli (isso mesmo, a grafia da época era com y e não com i) reuniram dinheiro para comprar um terreno onde sonhavam construir um grande estádio para seu time.

A obra foi erguida na antiga chácara Maranhão, no bairro Ponte Preta. No local existia apenas uma casinha simples, localizada exatamente onde foi determinado o centro do gramado. O material de construção foi conseguido junto a amigos, empresários (uma curiosidade: apesar de amplamente difundida, a história de que a maioria destes empresários era paulistana não passa de uma lenda) e da famosa “Campanha do Tijolo”, que teve início após a terraplanagem.

A campanha movimentou Campinas por quatro anos: durante a semana os caminhões da Companhia Vieira estacionavam na rua Barão de Jaguará para receber doações de material e nos finais de semana a torcida – e até jogadores, como Bruninho – trabalhava em mutirão na construção do estádio.

A Pedra Fundamental do estádio foi lançada em 13 de agosto de 1944. Os engenheiros responsáveis pelo projeto foram Alberto Jordano Ribeiro, Eduardo Badaró e Mário Ferraris.No dia 7 de setembro de 1948 foi realizada a inauguração parcial do Majestoso em missa campal, e, no dia 12 de setembro, a inauguração oficial do Estádio que recebeu o nome do patrono Moisés Lucarelli.

Por sinal, Lucarelli era modesto e não queria ver seu nome no estádio: a diretoria aproveitou uma viagem do patrono à Argentina para colocar o nome dele, grafado com “i” em vez de “y”, na fachada do Estádio – hoje tombada pelo Patrimônio Público (em 16 de junho de 2011, o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas -Condepacc) aprovou o tombamento do bloco da fachada entre as torres do Majestoso, decisão aplaudida pela Ponte Preta. .

O apelido do estádio foi dado pelo jornalista Fernando Pannattoni. Na década de 40, quando a obra foi iniciada, Campinas tinha 140 mil habitantes e o estádio previa um local para abrigar 30 mil. A ousadia do projeto levou o jornalista, que publicava a sessão “Campinas Esportiva” no jornal Gazeta Esportiva, a se referir ao estádio como um empreendimento “majestoso”.

Foi ali, nas arquibancadas do Majestoso, que a torcida pontepretana viveu grandes conquistas, comemorou inúmeras vitórias em dérbis, apoiou o time quando ele mais precisou. Nos hoje remotos anos 70, as arquibancadas do estádio chegaram a abrigar mais de 33 mil pessoas - em uma partida contra o Santos - em um espaço onde hoje são permitidos 19,2 mil.

 

Revitalização

Recentemente, antes do último dérbi, o Majestoso ganhou uma revitalização da fachada, com nova pintura e ajustes.  O diretor de patrimônio, Márcio Pagano, adianta que novos ajustes – alguns na ´parea interna do estádio – deverão ser feitos em breve, sempre buscando melhorar não só o visual do estádio, mas os serviços e o conforto oferecido ao torcedor.

Livro -  No dia de hoje, ojornalista e histpriador pontepretano Stephan Campineiro anunciou que deve lançar em novembro deste ano o livro “Majestoso 70: O estádio construído pela torcida que tem um time”, no qual pretende resgatar a história não só do estádio como também do patrono Moisés Lucarelli.


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