Após vitória contra o líder Fortaleza, Brigatti agradece a força da torcida e ressalta: “Não íamos tomar nó tático em casa... agora é já pensar no São Bento”

Publicado em: 09/07/2018


 

Foto:PontePress/FábioLeoni

A vitória por 2 a 0 contra o Fortaleza na noite de domingo (8) foi maiúscula: diante de mais de 8,4 mil torcedores, a Macaca derrotou o lídaer da competição e terminou a 14ª rodada na oitava posição do Brasileiro da série B, a apenas dois pontos do G4. A 15ª rodada da competição já está começando neste feriado de segunda e, apesar de só jogar no próximo sábado contra o São Bento,  o foco alvinegro já está no confronto em Sorocaba com o time da casa.

“Logicamente vamos jogo a jogo. Pra mim não tem esse negócio de pensar lá na frente, temos que pensar no São Bento em Sorocaba. Eles vêm de três resultados negativos e virão para cima da gente para procurar o resultado positivo, e nós vamos em cima disso. Temos a semana para trabalhar para se fechar lá e conseguir impor o nosso jogo para tentar mais um resultado positivo”, pontua o técnico interino João Brigatti, que comanda o primeiro treino da semana nesta terça de manhã, a partir das 9 horas.

O treinador fala sobre a atual posição da Ponte na competição. “Você consegue duas ou três vitórias e já dá um salto muito grande na tabela. Há pouco tempo estava todo mundo preocupado com rebaixamento, hoje a gente já vislumbra o G4. Logicamente tem que ser passo a passo, com calma e pezinho no chão, não podemos nos empolgar. O campeonato é muito difícil, no segundo turno isso aqui vai pegar fogo, essa competição é extremamente competitivo. Muitas equipes vão contratar e se qualificar, quem está lá em baixo não quer ser rebaixado para a Série C e quem está no meio da tabela quer se manter e subir. Estamos reagindo no momento certo para conseguir essa pontuação que vai dar tranquilidade para trabalhar”, acredita.

O comandante alvinegro enfatiza a importância do tempo de trabalho e, principalmente, para estudar os adversários futuros.  “Quando você tem um tempo para trabalhar e os atletas compram a sua ideia, estudando o adversário você consegue passar um plano de jogo para eles. É isso que está acontecendo. A gente estuda bastante, temos o nosso analista de desempenho, o Bruno, que é o meu auxiliar técnico também, que nos passa tudo da equipe adversária. Isso nós temos que por em cima do treinamento e os jogadores aceitando fica muito mais fácil de na hora do jogo não tomar um nó tático”, diz.

Sobre o confronto de domingo, Brigatti explica: “Na verdade tudo é um equilíbrio. Temos que ter um equilíbrio taticamente da equipe dentro de campo, mas também tem que ter a aplicação e a vontade de vencer. A qualidade do Fortaleza está ali, eles trabalham muito bem a bola, com uma variação de jogadas muito grande e a gente teve que se virar durante a semana em relação a trabalho e estudo do time do Fortaleza se não a gente ia tomar um nó tático aqui. Eu trabalho demais para vir aqui em casa e tomar nó tático.”

Ele complementa:  “Sabíamos que eles iam fazer uma linha de cinco em cima da nossa defesa e jamais poderia deixar a minha defesa com quatro jogadores marcando cinco. A primeira bola em que o Nathan não entrou ali para fazer a linha de cinco, a gente tomou a bola nas costas e quase sofremos o gol. Então eu conversei com eles, combinado é combinado e temos que fazer tudo o que combinamos durante a semana. É aí que entra o espírito e a pegada. Isso aqui é campeonato de Série B, eu já tinha avisado antes, aqui o espírito é de Série B, de pegada de ralar a bunda no chão. A nossa equipe tem esse espírito e ao mesmo tempo estava controlada, mais equilibrada e está conseguindo fazer isso sem tomar cartões, o que é muito importante e me deixa muito feliz.”

O treinador fala ainda sobre a presença do torcedor no estádio, que considera fundamental para o bom desempenho pontepretano. “A torcida da Ponte é impressionante. Tive uma alegria muito grande na hora em que eles ascenderam aqueles pisca-pisca lá, ficou uma coisa muito linda que emociona a gente. É uma torcida fanática, uma torcida sofrida, mas que passa uma energia muito grande para a gente. Está de parabéns pela festa que ela fez e foi coroada com uma grande partida da nossa equipe. Tenho certeza que é esse espírito que tem que prevalecer para a gente conseguir sonhar em alguma coisa ao final do campeonato”, garante.

Humilde, o técnico interino rejeita a afirmação de que “o time tem a cara dele”, referindo-se à garra e paixão exibidas dentro de campo. “Não é a cara do João Brigatti, é a cara do time. Se eu acordar amanhã derrotado eu não me contento, eu fico louco comigo mesmo. Então eu procuro trabalhar o máximo dentro da lealdade para poder não ter esse resultado negativo. Logicamente você trabalhando dentro de campo dessa maneira que a equipe está, lutando, dando carrinho e batalhando, a chance de você ser derrotado é muito menor e é isso que tentamos passar para eles. Eu estou tranquilo e vou tocando passo a passo e jogo a jogo. Assim quem sabe chega ao final do campeonato e eu ainda estou no comando da Ponte Preta. Fico muito feliz por isso, mas muito mais feliz ainda pela equipe estar reagindo”, conclui.


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