Brigatti lamenta gol no final da partida e espera melhorar equipe nos onze dias de trabalho que antecedem a partida contra o Figueirense

Publicado em: 20/06/2018


 

Foto:Pontepress/ThiagoToledo

O técnico interino João Brigatti avaliou o desempenho do time da Ponte, diante do CSA, na noite dessa terça-feira (20). Para o treinador, a equipe sofreu o empate por conta de erros, tanto nas finalizações, como também na questão disciplinar. "Nossa equipe fez um excelente primeiro tempo, criou oportunidades para matar o jogo, fizemos um gol, saindo na frente contra uma equipe forte. O adversário toca bem a bola, sabe o que quer e é muito mais experiente que a nossa. Poderíamos ter matado a partida, mas não o fizemos. No segundo tempo também criamos oportunidades, principalmente pelos lados do campo, com o Júnior Santos, que foi decisivo na partida. Mas quando se cria, tem que definir e matar”, afirma Brigatti, que acrescenta.

“Infelizmente não conseguimos e a expulsão foi predominante. Mais uma vez deixou a nossa equipe muito recuada. Tivemos que nos postar atrás e com o adversário perdendo, vem para cima. Tentei neutralizar essas jogadas, com saídas pelos lados, mas infelizmente tomamos um gol de falta. Não soa como derrota. Foi uma partida muito difícil, e agora temos que levantar a cabeça. Temos onze dias para treinar, para um jogo muito difícil contra o Figueirense", diz o treinador, que quer ajustar e corrigir a equipe nesse período de trabalho, principalmente transições da defesa, com o meio de campo.

Ainda sobre o jogo, o técnico pontua que vai chamar a atenção dos atletas a respeito das expulsões que o time vem sofrendo nos últimos jogos. “É uma equipe guerreira, em um campeonato de força, mas o que não podemos é ter expulsões iguais a do Paulinho, que foi por ter falado com o árbitro. O Orinho perdeu a cabeça, mas estava no final da partida. Mas também não vamos passar a cabeça, pois não pode acontecer. Mas o determinante foi a expulsão do Paulinho. Nossa equipe estava controlando o jogo, criando situações de contra-ataque para poder matar a partida e na hora que ele foi expulso o jogo mudou”, avalia o comandante, que também explica a última alteração do jogo, em que colocou Felipe Saraiva, ao invés de Reynaldo, que também era uma opção que sinalizou momentos antes da mudança.

“Nossa equipe não recuou. O adversário eu veio para cima de nós. Eu disse para o time não recuar, mas sim manter o controle do jogo, para poder finalizar e concluir a partida. Criamos inúmeras oportunidades, mas não concluímos em gol, o que nos atrapalhou bastante. Depois da expulsão tivemos que nos postar. Iria por o Reynaldo, mas optei pelo Saraiva porque com um a menos, utilizaria as extremas, pois eles estavam avançando bastante. Infelizmente tomamos o gol de falta, que foi um balde de água fria. Temos que levantar a cabeça, porque não há nada perdido”, confia Brigatti, que também explica sobre o grupo de jogadores que tem na mão e como a diretoria está empenhada em fortalecê-lo.

“O elenco é um pouco reduzido, mas a diretoria está trabalhando. A Ponte passa por dificuldades financeiras, e está fazendo todos os esforços. Não há jogadores no mercado e os que estão disponíveis custam um absurdo. A Ponte poderia ter planejando melhor no começo do ano, mas não conseguiu fazer esse planejamento. E hoje estamos pagando um pouco. Temos que ser realistas sempre”, revela o treinador, que vê com bons olhos a possibilidade de ter um tempo maior de treinamento, até a próxima rodada.

“Estou indo para a quinta partida no comando e não tive uma semana de trabalho. É muito difícil. São jogos em cima de jogos em que sempre tem que estar adequando a equipe, com lesões, expulsões e nunca se consegue manter um padrão. Com esses onze dias iremos trabalhar a parte tática, técnica, física e o lado psicológico também”, comenta Brigatti, que no próximo compromisso em Campinas, terá um reforço importante: a nação alvinegra.

“A torcida da Ponte é sempre importante. O que fez de falta para nós foi impressionante. Saio roco do estádio. Queira ou não, dentro da partida, o fator motivacional vem da arquibancada e a torcida da Ponte sempre apoiou. No momento decisivo, tem situações em que o árbitro marca falta eu talvez não marcaria. Vem a pressão da torcida, o ânimo dos jogadores afloram e isso se torna predominante. Temos que pensar no Figueirense, daqui há onze dias e contra o Fortaleza, já com a nossa torcida. Queremos fazer uma boa partida em Santa Catarina, para lotar o Majestoso no jogo seguinte”, completa.


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