Eduardo Baptista diz que resultado de sábado não era o que queria, mas espírito guerreiro da equipe agradou: “Agora vamos buscar os pontos contra o Botafogo e depois trabalhar para a primeira vitória em casa vir contra o Palmeiras”

Publicado em: 11/02/2018


Foto:PontePress

A Ponte inicia hoje uma semana intensa de treinos e partidas: pela manhã haverá jogo-treino contra o Red Bull e amanhã treinamento logo cedo seguido de viagem para Ribeirão Preto, onde na quarta a Macaca enfrenta o Botafogo. Na quinta, novo jogo treino e mais atividades na sexta e sábado, para domingo enfrentar o Palmeiras. Tudo isso para conquistar o maior número possível de pontos e, se tudo der certo, a primeira vitória em casa diante do time paulistano.

“O placar de sábado contra o Novorizontino não era o resultado que a gente queria, de forma nenhuma, mas o espírito que a equipe mostrou me agrada muito, uma equipe guerreira que não sofreu em nenhum momento do jogo. O Novorizontino não chegou ao nosso gol tirando o chute de fora da área que por uma infelicidade desviou na gente e gerou o empate, contudo vi uma Ponte que brigou, a performance e o DNA que o time mostrou me agradou muito, então agora vamos buscar pontos no jogo contra o Botafogo e depois, contra o Palmeiras, trabalhar pela primeira vitória em casa”, diz o técnico Eduardo Baptista.

O treinador explica a visão dele sobre a última partida. “Analisando de maneira geral, tivemos um bom primeiro tempo e um bom segundo também, principalmente após as substituições, quando os meninos que entraram deram dinâmica boa. Tivemos um pouco de dificuldade com o campo no primeiro momento, porque nossa equipe estava muito técnica, não tínhamos um volante de origem em campo, por exemplo, e sim o Jeferson, lateral direito, e Tiago Real, meia”, diz.

Ainda assim, avalia Eduardo,  a Ponte fez um bom primeiro tempo até os 30 minutos, quando parou de usar tanto as laterais, o que foi corrigido no segundo tempo com as substituições. “Defensivamente sofremos um pouco, isso é mais fácil ajustar, já a parte ofensiva demanda mais tempo, até porque a criação vai muito da confiança de um passe, por exemplo, e isso precisa ser adquirido até por meio de uma boa vitória. É uma equipe jovem e com jogadores  jovens e necessitamos de um bom jogo com vitória, principalmente em casa, para dar mais confiança”, acredita.

Segundo o treinador, os jovens atletas também precisam ter um pouco mais tranqüilidade, algo que vai despertando aos poucos. “Temos conscientizado que dentro dos 90 minutos de uma partida você vai fazer gol e vai tomar, mas não se pode desanimar por que você estava jogando melhor e uma bola desviada do adversário faz um gol. Tem que saber que se tomar gol, pode ir lá e fazer mais um de novo. E estamos evoluindo neste sentido: no sábado não nos desorganizamos nem oferecemos contrataque como fizemos com o Santos, quando depois do gol deles nos desesperamos e tomamos o segundo”, afirma, ressaltando que tanto atletas como Felippe Cardoso quanto os demais jovens são extremamente ávidos para seguir as instruções dadas: “O que você fala hoje eles já se apressam em corrigir.”

Uma destas correções nas quais o técnico pretende trabalhar nesta semana é a ansiedade que tem gerado impedimentos dos atacantes. “Às vezes é atrasar um pouco a passada pra que não ocorra o impedimento. Acho que isso é um pouco pela juventude deles, mas também ocorre pela equipe estar em formação. Essa imaturidade, por assim dizer, é corrigida com tempo, é treino. Mas tenho que ressaltar que tivemos em campo ontem uma equipe aguerrida, nos moldes que queremos. Estamos desenhando um time pra disputar série B e série B é isso aí, é dedicação e briga”, finaliza.


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