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117 anos de história: Ponte recebe homenagem do Instituto Histórico Geográfico e Genealógico de Campinas no local onde fica o muro do primeiro estádio alvinegro, que deve ser tombado como patrimônio histórico no Cambuí

Publicado em: 13/08/2017

Ao lado do muro que hoje é a única lembrança do primeiro estádio poliesportivo de Campinas, onde a Macaca disputou 75 partidas de sua rica história, a Ponte Preta recebeu neste sábado (12) uma placa do Instituto Histórico Geográfico e Genealógico (IHGG) de Campinas uma  placa em homenagem aos 117 anos de história do time. Além disso, pode conferir de perto o estudo feito pelo IHGG e pelo Centro de Memória da Unicamp que foi apresentado ao Conselho de Defesa do Patrimônio Arquitetônico e Cultural de Campinas com o pedido de tombamento do muro pelo valor histórico que tem para a cidade.

“Ficamos extremamente lisonjeados com a homenagem e muito felizes com o pedido de tombamento, que tem todo nosso apoio, visto que o muro é tudo o que restou do primeiro estádio da cidade e da Ponte Preta, portanto uma parte não apenas da história do clube como também de toda Campinas, que deve ser preservada e reverenciada”, diz o presidente pontepretano Vanderlei Pereira.

O muro, localizado na rua Guilherme da Silva, no Cambuí, tem cerca de 65 metros de extensão – com altura que varia de 90 centímetros na parte mais baixa a cinco metros na mais alta. “Para nós é extremamente significativo que a Ponte seja enaltecida neste local, e ficamos muito agradecidos a todos os envolvidos neste processo, em especial ao Fernando Antonio Abrahão, presidente do IHGG, e ao Jorge Alves de Lima, que é ex-presidente do instituto e conselheiro da Ponte Preta, e fez questão de estar presente comosco na cerimônia”, diz o diretor financeiro alvinegro Gustavo Valio, que representou o presidente no evento.

O complexo  do qual hoje resta apenas o muro foi fundado em 1921 e tinha, além do campo de futebol em si, uma piscina, rinque de patinação, pista e tanque de areia para saltos, pista de atletismo, quadra de tênis e basquete. Inicialmente ele pertencia à Associação Atlética de Campinas (AAC), que encerrou atividades em 1927. A partir daquele ano, passou a pertencer à Ponte Preta.

Porém, em 1931 – principalmente por causa da crise econômica mundial de 1929 – uma dívida hipotecária da qual o local era garantia foi cobrada na Justiça e, dois anos depois, quando a ação foi executada, todos os prédios do complexo foram derrubados, dando lugar à um empreendimento imobiliário (batizado na época como Vila Júlio de Mesquita). Apenas uma parte do muro de arrimo que cercava o estádio – e que ali permanece até hoje – foi preservado.

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